Se o governo tem tido êxito considerável no desempenho da arrecadação de receitas, há um recorte que mereceria reflexão de parlamentares e Executivo.
O poder público deve fechar o segundo quadrimestre registrando uma despesa bruta de salário de servidores da ordem de R$ 8,154 bilhões (nos últimos 12 meses).
O valor é R$ 1,344 bilhões superior aos 12 meses de 2022 (R$ 6,810 bilhões) e R$ 1,112 bilhões acima do registrado no primeiro quadrimestre referente a maio/22 a abril/23 (R$ 7,042 bilhões).
A inflação nos últimos doze meses é de 4,61%. Considerando as despesas totais de pessoal do Executivo apontadas no 2º quadrimestre de 2022 (dos 12 meses antecedentes) de R$ 6,649 bilhões, a despesa bruta de pessoal teria aumentado R$ 1,505 bilhões no ano (setembro/22 a agosto/2023). Um crescimento de 22,6%. Ou: 17,99% reais.
É situação que, em condições normais, levaria parlamentares e Executivo a repensarem a inércia da vontade política de, sem a definição de fonte de receita, tentar aumentar quase que diariamente as despesas de pessoal e reduzir receitas com a política de isenções fiscais.
Na direção contrária, os investimentos (uma das atividades-fim do governo) teve do orçamento de janeiro a agosto/23 apenas R$ 662 milhões.


