Essa discussão sobre CPI do Igeprev e a Reforma da Previdência carece de uma representação relevante: a dos cidadãos que não tem aposentadoria integral nem plano de saúde.
Com efeito, o debate se dá entre governo e a corporação dos servidores.
No serviço público estadual hoje, por exemplo, são ativos (contribuem para o Igeprev) o total de 29 mil servidores.
Esses 29 mil bancam, com seus 14% (mais os 20,20% bancados pelo governo/contribuinte) o número expressivo de 18 mil e 227 aposentados e pensionistas (balanço geral do Igeprev/2022).
Só em 2022, foram cerca de mil aposentadorias/pensões no ano (eram 17 mil e 141 em 2021) e um acréscimo de R$ 25 milhões na folha mensal de remunerações.
Os beneficiários consumiram R$ 125 milhõesmensais em 2021 e o Igeprev fechou 2022 gastando R$ 150 milhões mensalmente com aposentadorias e pensões. Um crescimento de 20% em um ano!!
No último estudo atuarial contratado pelo Igeprev (Inove Consultoria Atuarial e Previdenciária/2022) o fundo registrava um déficit atuarial de R$ 35,3 bilhões.
E pela lei, é o governo (contribuinte) o responsável pelo pagamento de pensões e aposentadorias numa eventual quebra do Igeprev.
Os deputados? Ah, onde estariam e como pensariam, excluídas as exceções, os parlamentares, ganha um doce quem o souber.


