A três dias do encerramento do segundo quadrimestre de 2023, os números da execução orçamentária do governo apontam para situação melhor do que a apresentada no primeiro quadrimestre.
A saúde financeira e fiscal do Executivo, entretanto, faz emergir nas categorias de servidores e nos políticos a conclusão de que o poder público teria sobras a gastar.
Um dos argumentos seria a disponibilidade de caixa de R$ 3,5 bilhões (1º QD) e que pode elevar-se no 2º QD por pura lógica matemática: gastos menores do que arrecadação. Ou seja: administração pura e simples.
O equívoco está no fato das disponibilidades de caixa serem destinadas a garantir obrigações já contratadas, proporcionando condições fiscais e jurídicas para financiamentos destinados a investimentos.
Essa diretiva governamental é que viabiliza, por exemplo, o novo empréstimo do Bird para aplicação na melhoria do desempenho do Fisco estadual. O projeto Profisco 2 de US$ 42 milhões (R$ 204 milhões) em último estágio de análise no Banco Mundial.
Contrato que o governo espera ver assinado ainda este ano, com liberações em 2023 e 2024.


