Apesar do esforço fiscal do governo e do superávit financeiro e orçamentário, o Palácio Araguaia não conseguiu ainda elevar sua capacidade de pagamento.
Boletim da Secretaria do Tesouro Nacional sustentado nos números do primeiro quadrimestre (janeiro/abril) aponta o governo do Tocantins ainda com nota C na capacidade de pagamento.
É um dos oito (dentre 27) Estados a estar na letra C. Em 2020 era um dos 13 e em 2019 um dos 14 Estados sem poder ter empréstimos com o aval da União. Em dois anos, seis Estados avançaram e o Tocantins estacionou.
O escore pode ser o responsável pelas dificuldades enfrentadas pelo Executivo para sacar os empréstimos de R$ 453 milhões com a Caixa e outros com o Banco do Brasil.
O Estado manteve em 2021 a letra B no índice de 67,61% (Endividamento: dívida consolidada/RCL), a letra C (95,86%) de poupança corrente (média ponderada de despesas correntes/receita corrente ajustada) e a letra C (577,4%) no índice de liquidez (obrigações financeiras/disponibilidade de caixa).
No ano passado, o Tocantins recebeu a letra C (67,60%/95,85%/577,3%). Um desempenho pior que o de 2019 quando os indicadores que o colocavam na lega C eram 46,34%/94,55%/393,95. Ou seja, tinha as letras A,B e C contra as letras B,C,C (2020) e B,C,C (2021).


