A disputa pelos votos de Laurez Moreira (PSD) – ainda que ilusória – tem outro recorte.
O ex-senador Irajá Abreu (PSD) e a ex-senadora Kátia Abreu (PT) colocaram o voto petista não como solução, mas parte de um problema a eventuais depositários.
A pesquisa Quaest de sábado aponta o Tocantins como um dos oito Estados em que Lula empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro (na margem de erro).
Lula teria 37% contra 32% de Flávio. Uma diferença de 5 pontos percentuais.
É menor do que os 5,23 pontos percentuais que Lula aplicou sobre Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2022 no Tocantins: 48,43% x 43,20%.
Como Bolsonaro (o pai e criador) tentava uma reeleição em 2022, é possível deduzir que Lula estava mais forte fora do cargo de presidente onde se tem o poder da máquina, do que indicam as pesquisas encontrar-se na campanha quatro anos depois, com o governo nas mãos.
No governo e tentando uma reeleição contra, não o criador, mas a criatura, estaria menor.
E como Lula indiscutivelmente faz um governo melhor do que Jair Bolsonaro (desemprego, pobreza e inflação em queda, programas sociais expandidos apesar da oposição do Congresso), seu desempenho eleitoral no Tocantins contra o pior dos Bolsonaros pode ter origem em outro lugar.
E aí não se pode retirar da equação que Lula tem dois palanques no Estado: um regional e outro federal.
Estado em que as disputas regionais em sua maioria foram vencidas por setores da direita.
E que a divisão de palanques pode fazer com que a direita tenha oportunidade de ser protagonista, também, das eleições a presidente.
Como está a indicar a Quaest.


