O movimento político dessa semana deve ser a tentativa de adivinhação sobre onde cairiam os votos determinados a Laurez. Há um claro deslocamento do Palácio Araguaia para a defesa da tese.
Fazendo uso da Paraná Pesquisa (as três últimas), é possível inferir a inclinação mais próxima da realidade.
Há analistas que cravam a direção de Dorinha Seabra (UB/PP/PL/Republicanos) e recrudescem com a “orientação”.
Um impulso que, amplificado antes do depois dessa semana, pode alterar o resultado de pelo menos cinco pesquisas em curso e prometidas para divulgação nos próximos dias.
E aí seria uma validação antecipada do que virá depois. Preparo. No volei, levantar para o corte.
São elas: Promotion, Veritas (aquela de pesquisas anuladas em 13 Estados só este ano), Skala, Exata e Sonda.
Objetivamente, a discussão de herdar os votos de Laurez é temerária. É fato que tem caído nas pesquisas circunstanciais, mas daí dar à sua desidratação caráter definitivo e, mais ainda, estimar para onde seguirão intenções, é fazer de indução instrumento de persuasão.
Laurez caiu 2,5 pontos percentuais (Paraná) entre julho e agosto. Dorinha cresceu 2,9 pontos percentuais e Vicentinho caiu 2,0. Estão, Dorinha e Vicente, empatados tecnicamente.
A primeira com 37,3% e o segundo 35,5%. Ou: 1,8 pontos percentuais de diferença. E a considerar desvio a esquerda ou direita dos eleitores de Laurez, estaria também no mano a mano.
Mas tem a rejeição e os votos indecisos, brancos e nulos. Dorinha caiu sua rejeição entre julho de agosto de 30,2 para 23,1, Laurez subiu de 21,8 pra 23,3 e Vicentinho caiu de 17,5 para 16,2. Neste período após o racha no PT/PSD. Dorinha mantém alta taxa.
Como os brancos, nulos e indecisos caíram apenas 2,4 pontos percentuais e em viés de queda podem somar-se aos que poderiam supostamente deixar Laurez: os 7,6% da última Paraná.
Ou: a disputa se resumiria a 10% dos votos. Dado que 2,4 pontos percentuais de 100 pontos percentuais é 2,4%.
Números insuficientes, ainda que nela desovassem, para cobrir a rejeição da Senadora daqueles que não votam nela de jeito algum. Fora da curva. Os 23% que não votariam nela de jeito nenhum da última Paraná.
Dorinha teria assim que atrair os votos do PT e de Laurez para vencer sua rejeição. E aí poder deslanchar sobre Vicentinho.
Mas há outras variantes: Laurez tem aliados históricos em Gurupi (a pedra de toque da redistribuição dos votos de Laurez), por exemplo, ligados não só à sua família, mas de Vicentinho. Gurupi foi desmembrado de Porto Nacional. São famílias tradicionais de ancestrais que se comungaram também politicamente.
Dorinha, que é goianiense, só conheceu o Estado e sua base política após a criação do Tocantins. Nos anos 90. E na região existe ainda aquela política tradicional. Tem um desafio e tanto.
Este um dos lados. No outro, o PSD de Laurez tem mais afinidades com o discurso de Vicentinho do que com as razões de Wanderlei Barbosa para operar o antagonismo com o vice e o senador Irajá Abreu.
De todo modo, o PT anda dividido. A militância já não pede votos a Laurez. Nas eleições de 2022, o candidato do PT ao governo, entretanto, obteve apenas 10,64% dos votos. Não elegeu governador, senador, deputado federa ou estadual.
E que poderiam representar os 10% de indecisos, nulos, branco e votos de Laurez.


