O Relatório de Cumprimento de Meta Fiscal de 2019 (que este blog teve acesso em primeira mão nesta terça) e que deve ser divulgado nos próximos dias pela Prefeitura de Palmas, imporia, por ele só, ao PSDB, de forma inequívoca, mais convergência que diversionismos (e divisionismos) internos oponentes à pretensão de reeleição da prefeita Cínthia Ribeiro.
Não é plausível, com efeito, que uma Chefe de Executivo que consegue superar em R$ 33,9 milhões as receitas previstas (apesar da queda dos repasses do FPM e do decrescente crescimento econômico) e mantenha a administração enquadrada na Lei de Responsabilidade Fiscal, possa ser tida como má administradora.
Condição racional indispensável, do ponto do pragmatismo político e administrativo, para que o partido pudesse pelo menos aventar a possibilidade de apoiar outro candidato. Inclusive de legenda diversa.
Senão vejamos: de uma previsão inicial de receitas primárias de R$ 1,039 bilhões, a prefeitura da Capital conseguiu realizar o montante de R$ 1,092 bilhões. Ou: 5,14% acima do planejado. Isto aí sem elevar a carga tributária do contribuinte.
O relatório, na mesma medida em que registra crescimento das receitas, demonstra redução de despesas. Uma equação que leva ao equilíbrio fiscal e à elevação de poupança para aplicação em favor da população.
A prefeitura orçou em 2019 despesas primárias de R$ 983,5 milhões e só realizou no período o total de R$ 960,6 milhões. Gastou menos R$ 22 milhões que o previsto (2,33%).
De tudo se tem que a prefeitura esperava um resultado primário positivo de R$ 55,8 milhões e fechou o exercício com R$ 96,8 milhões de resultado primário positivo. Um desvio, a maior, de R$ 40,9 milhões. Ou: 73,42% acima do esperado.
O PSDB regional, pelas movimentações contrárias a Cínthia, deve achar pouco. Ou não enxergaria no desempenho a ação da prefeita. Uma irracionalidade política, levando-se em consideração que os partidos buscam justamente o que Cínthia, pelos números, tem colocado em prática com resultados indiscutíveis.


