A considerar como válidos os números da Secretaria de Saúde estadual (e não haveria motivos razoáveis para não tê-los assim), os óbitos no Estado de janeiro a julho deste ano (dados atualizados em 3 de agosto), se projetam praticamente inalterados em relação aos registrados no ano passado. Ainda que considerando as mortes da Covid-19 que, na data do corte estatístico, elevavam-se a 402 óbitos.
A relação poderá sofrer alterações em função de novos óbitos da Covid. Mas de janeiro a dezembro de 2019, foram registrados (sem Covid) no Estado 7.996 mortes não fetais. Isto leva a uma média mensal de 666 óbitos mensais de janeiro a dezembro. Já de janeiro a julho deste ano, a Saúde computou 4.706 óbitos, perfazendo uma média mensal de 672 óbitos não fetais.
Conclusão necessária e razoável: não fora a Covid-19, o Estado estaria registrando menos óbitos não fetais do que os anotados no ano passado. Um indicador social relevante. Retirando a Covid-19 da estatística, o Estado registraria em 2020 um número de mortes 8,5% inferior aos registrados no ano passado.
E isto evidentemente, como consequência que é, resulta de uma causa também necessária. E que apontariam para uma soma positiva de ações tanto de segurança quanto social e de saúde pública.


