Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Derval de Paiva é incorrigível: leva apoio da "parte boa" do MDB a Mauro Carlesse em Gurupi. "Parte ruim" e o Palácio devem estar dando risadas!

luizarmandocosta 16/10/2020 417 visualizações

O ex-presidente regional do MDB, Derval de Paiva, é incorrigível. E irrecorrível. A assessoria da candidata a prefeita de Gurupi, Josi Nunes (Pros), circulou trechos atribuídos ao discurso de Derval de apoio a Josi na noite de ontem.

Teria discursado o grande formulador emedebista: ""Vim falar em nome da parte boa do MDB", para dar apoio à chapa Josi/Glaydson. Conclusão óbvia: existiria uma parte ruim ou má no partido de Marcelo, Eduardo Gomes, Renan Calheiros, Iris Rezende, Romero Jucá, Jorge Frederico, Valdemar Junior, Eleinil da Penha...

E ela não seria representada por Derval por óbvio: isto porque os não bons, intui-se, por não bons, já apoiavam Josi por serem considerados não bons, na exata inversão de que os bons do  MDB ainda ali não estavam justamente por serem bons. Por Derval, agora estariam. Fechou o círculo. Mero raciocínio lógico.

Ou seja, na tábua de valores de Derval já existiam os autênticos e não autênticos. Agora existe a parte boa e a parte má. Entende-se que haveria autênticos bons e maus ou não autênticos do bem ou do mal. E o filtro seria justamente a régua de Derval, o, considera-se, demiurgo do partido.

Ora, Josi Nunes deixou o MDB em função da ação canibalesca e camicase da deputada federal Dulce Miranda que, fazendo uso da força política do governador e marido, Marcelo Miranda, canibalizou os colégios de Josi Nunes.

Só isso? Não!!! Derval foi levar a parte boa do MDB em apoio à chapa de Mauro Carlesse que está no palanque de Josi com o vice, ex-lider do governo no Legislativo, deputado Glaydson Nato.

De outro modo, no modo Derval de ver as coisas, a parte boa do MDB apóia Mauro Carlesse. Conclusão: para a parte boa do MDB, Carlesse seria o bom. O MDB assim, menos de três anos depois, se alinharia ao governador que diziam representar o mal (e mau).

Aquele que, na presidência do Legislativo estadual, amarrou o governo do emedebista da parte boa, Marcelo Miranda. Nada, entretanto, implausível. Este mesmo Derval defendeu em 94 um chapão do PMDB com Siqueira Campos (PDC) quando a tal parte boa do MDB tinha seu candidato: o vice-governador João Cruz, talvez a maior liderança popular que o partido já teve no Estado. Curiosamente uma cria de Jacinto Nunes que vem a ser pai da deputada Josi Nunes, do apoio da agora parte boa do MDB declarada por Derval.

Uma pergunta filosófica retórica: diante dos inúmeros processos por desvios de recursos dos governos do MDB qual seria o conceito político de bom ou mau do profeta Derval.

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