Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Derrubada do veto de Cínthia a PL evangélico inconstitucional parece ter subido no telhado: vereadores aliados da prefeita foram "convencidos" do ato falho!

21/03/2023 909 visualizações

A derrubada do veto ao PL que proíbe a linguagem neutra subiu no telhado. Os dissidentes da base aliada do Executivo metropolitano teriam sido convencidos ontem de que sustentar a inconstitucionalidade poderia causar-lhes mais perdas do que ganhos.

Implica deduzir que a reunião de lideranças convocada pela Câmara para esta terça deixa de ter função que não política, como de fato já sabidamente o tinha, dado que o PL passou pelas comissões no ano passado (onde se dão as dicussões) e fora aprovado.

E o veto foi mantido pela comissão que importa: a Comissão de Constituição e Justiça. Não é falatório prosélito que irá alterar o processo legislativo.

Na política não existe “linguagem neutra”: o não enquadramento da base aliada da prefeita redundaria, aos dissidentes,  como consequência da causa antecedente, em perda de cargos e posições na administração tucana.

Por óbvio, com efeito, o PL 372/21 (de Filipe Martins)  nem com reza benta ou oração se sustentaria. Só mesmo na criatividade do irracional e do abstrato: proibir o que não existe no mundo material dado que não há lei alguma aprovada pelo Congresso do país autorizando Estados e municípios a criarem a linguagem neutra. Até Moisés teve os dez mandamentos talhados em tábuas de pedra

Cíntia, como apurou o blog na noite de ontem, os teria convencido a deixar a neutralidade legislativa que, no caso, contrariaria a prefeita e a Constituição, deixando de ser neutra para se tornar libelo em favor  da causa evangélica, que não é de todos.

De forma que Cínthia escolheu o corpo a corpo a enfrentar desgaste político com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Ainda que uma ADI no Supremo, nestes termos, pregasse nos vereadores evangélicos carimbo de foras da lei.

Haviam pelo menos três aliados de Cínthia dando a entender que atenderiam a convocatória do ex-deputado Amarildo Martins, o grande capo da causa. A dissidência inverteria a maioria pró-Cínthia na casa, favorecendo a derrubada do veto.

Como escreveu Heráclito: o mundo gira, a lusitana roda. De outro modo: tudo é movimento.

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