Quinta-feira, 18 de Jun de 2026

Derrota de Wanderlei no Legislativo é indiscutível mas líder expande que apreciação e derrubada de veto decorreram de acordo!!! Decisão do Tribunal de Justiça era só mais um detalhe!! Bem como PL sobre decisão do STF

18/06/2026 117 visualizações

O deputado Ivory de Lira (PCdoB) enfrentou uma situação desconfortável ontem.

Líder do governo, teve que orientar sua bancada a derrubar o veto do governador a projeto aprovado por unanimidade pelos parlamentares.

Mais ainda: que isto demonstraria a sensibilidade do governador.

Ressaltou que não houve perdedores e que a decisão resultou de acordo. Dos 24 deputados, 19 escolheram derrubar o veto.

Disse o deputado:

“Eu não esperava outra posição e conduta do governador que não fosse essa.”

Como é sabido, os deputados da base governista (sob comando do Palácio) trancam a pauta há duas semanas, com o esvaziamento da sessão.

Mesmo diante de decisão do Tribunal de Justiça que concedeu liminarmente (quase um julgamento de mérito) decisão favorável à mesa diretora na devolução de duas MPs por inconstitucionalidade (irrepetibilidade).

E, portanto, obrigando a apreciação do veto.

O Executivo mandou mais duas MPs e um substitutivo e provocou o Judiciário para que o Legislativo os aceitasse no lugar do veto. MPs não podem ser repetidas no mesmo ano.

A bondade dos deputados da base governista (e do governo) não alcançou ontem, entretanto, outro veto do Executivo, também após acordo entre deputados e governo.

Aquele Projeto de lei 07/2026 autorizando o governo a negociar com auditores o pagamento de passivos determinados pelo STF (sentença transitada em julgado). Em fase de execução.

O dispositivo é apenas autorizativo. Mas o governo o vetou porque não concorda que a dívida tenha caráter indenizatório, como determina o Supremo.

O Executivo quer abocanhar, com a manobra, os 37,5% do Imposto de Renda da dívida que é indenizatória, livre, portanto, do IR.

Uma tungada de cerca de R$ 75 milhões no direito dos auditores.

Um passivo judicial que já integra o patrimônio de obrigações do Estado.

Há no Palácio, tudo indica, assessores que retiram os gênios da garrafa.

Mas não conseguem devolvê-lo para dentro dela.

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