Os deputados mais alinhados ao toma-lá-dá-cá já começam a enviar avisos ao Palácio.
A derrota da dupla eleição no STF – que deve ser confirmada no plenário da Corte – retirou-lhes ativos.
A unanimidade parlamentar favorável à EC 48 foi costurada com promessas e acordos de parte a parte. Muitos ainda à espera de cumprimento, ainda que o Executivo tenha se esmerado em atendê-los na voracidade por cargos.
E a moeda de troca não estaria depositada somente no Legislativo. Mas em larga medida no Executivo, fiador político do acordão.
Sem a garantia, desde já, da eleição de Leo Barbosa, presidente do Legislativo daqui a dois anos, resgatar a fatura exigiria, a partir de agora, maior esforço porque os interessados, se ainda não o tiveram, não receberão o produto.
E uma das partes, agora, ou paga sem ter a posse do produto, arriscando-se a ter que pagar de novo daqui a dois anos, ou pode enfrentar oposição no biênio caso argumente não ter colocado a mão na mercadoria.
Justamente o que tencionava combater, com argumentos falacioisos, com a mexida inconstitucional na Constituição do Estado.


