A arrecadação federal somada à estadual (Receita Federal e Secretaria da Fazenda) – dados divulgados dias atrás – revelam números que demonstram bem as causas da pobreza do país. E, por outro lado, a anomia da sociedade política paga pelo cidadão para proporcionar-lhes mecanismos que lhes possibilite bem estar.
De janeiro a setembro de 2021, a Receita Federal arrecadou no Estado o montante de R$ 2,724 bilhões. Já o Fisco estadual (de impostos estaduais) viu entrar nos cofres o total de R$ 3,746 bilhões no mesmo período. Um bilhão a mais que a arrecadação federal. Ou seja, 37% superior à arrecadação federal.
Somando a arrecadação federal com a estadual nos primeiros nove meses do ano, tem-se uma derrama de R$ 6,470 bilhões. Só de impostos federais e estaduais. Isto leva a uma carga tributária per capita de R$ 4,043 mil (nos 9 meses).
Isto equivale a um desembolso mensal do cidadão (numa continha simples dividindo o valor dos tributos pela população) no Tocantins de R$ 450,00 só com a RF e a Sefaz. Como nem todo cidadão é contribuinte direto, a média é bem maior. E ainda tem os impostos municipais.
A carga tributária per capita (janeiro/setembro) é, pelos mesmos números maior em 2021 comparado a igual período de 2020. No ano passado, a arrecadação federal elevou-se (de janeiro a setembro) a R$ 2,685 bilhões e a arrecadação estadual ficou em R$ 3,079 bilhões.
Significa uma tungada de R$ 5,764 bilhões no bolso do cidadão. Isto chega a uma carga tributária per capita de R$ 3,602 mil nos nove meses. Noves fora, uma carga tributária per capita mensal de R$ 400,00. Ou seja, 12,5% menor do que a registrada no mesmo período de 2021.
E as pessoas disputando osso nos supermercados com carnes de primeira protegidas por alarmes sonoros.


