Os deputados estaduais estão feito "pinto no lixo". E nem podem sair por aí gritando ora viva!!! Amélio Cayres III, o Grande, apontou a “varinha das varinhas” – aquela que só pode ser dominada por seu próprio dono – e anunciou a mágica das mágicas.
Como colegiais fazendo estrepolias, os deputados aprovaram - em meio a mais de uma centena de matérias que chancelaram em menos de um dia - um projeto de resolução (de autoria da mesa comandada pela “varinha das varinhas”) de apoio a alterações nos artigos 22 e 24 da Constituição da República. Um posicionamento político.E se dizem em defesa da autonomia do Legislativo.
Não vale nada no Congresso. Lá eles tem suas próprias estratégias e objetos, muito embora a moeda seja a mesma. Mas combinando por aqui com os estaduais, dadas as facilidades e gigantes possibilidades, podem levar alguma vantagem disso,claro. E colocarem a PEC para andar. E aí os estaduais podem soltar foguetes pela idéia de pertencimento.
Reivindicam os portentos éticos retirar da União a competência privativa para legislar, dentre tantas “cositas” normas gerais de licitação, organização das polícias, requisitos para atuar em profissões, idade para dirigir, normas de trânsito. Um monte.
Se no Congresso, deputados federais e senadores já se apropriaram do orçamento do governo na maior cara de pau e dos recursos do contribuinte em benefício próprio, os estaduais querem também uma beirinha no federalismo.
É um movimento que se espalha por outros Estados. Se lixam para o texto constitucional que separa as competências dos poderes. E tem lá seus motivos para os constituintes ali colocarem-nas.
Em um Estado com três governadores presos – todos oriundos do Legislativo – os deputados se mobilizam para criar suas próprias regras para legislar sobre licitações!!! Um orçamento de governo de R$ 17 bilhões (2025).
Na verdade, no popular, que desejam mesmo é estabelecer suas próprias regras para desviar dinheiro público, oficializar a demagogia, o fisiologismo e o populismo.


