Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Deputados portuenses não se acertam sequer em homenagens: Ayres e Geo não aceitam nova ponte ter nome do ex-prefeito Antônio Buchim!!! Paroquiais de último grau!!!

04/05/2021 592 visualizações

A Assembléia Legislativa discutiu nesta manhã o nome da nova ponte de Porto Nacional. A proposta é dar-lhe a denominação do ex-prefeito Antônio Poincaré de Andrade. Em Gurupi, já se tem como nome do Hospital Geral o do pai do governador Mauro Carlesse.

Alguns objetaram contrariedade ao nome do pai de Carlesse (expressando que sequer tivesse vindo ao Estado), esquecendo-se do número de parentes que o ex-governador Siqueira Campos deu a prédios públicos do Tocantins sem similar negação do Legislativo estadual. E o que dizer do Memorial Prestes!! E a rodovia Coluna Prestes!!! E a ponte FHC? E a hidrelétrica Luis Eduardo!!!! O hospital Dona Regina, Escola Pacífico Siqueira Campos....

O projeto da ponte de Porto, com o nome de Antônio Poincarè de Andrade, foi aprovado com votos contrários de outros dois portuenses: Junior Geo e Ricardo Ayres. Contrariando a própria "norma" implícita de agrupamentos não só legislativos, mas humanos e sociais, de não ser contra homenagens em função do agravo improdutivo ao homenageado.

Uma objeção flagrantemente política. Intuo que combatendo não a indicação propriamente dita, mas ativos subsequentes e subjacentes que possam agregar-se ao deputado Antônio Andrade do qual o homenageado era pai.

Mesmo que pela lógica histórica lá na frente Antônio Poincaré será lembrado (como já o é) também na ponte não por ser pai do presidente homônimo do Legislativo, mas por sua própria história à frente da prefeitura portuense e da história do Estado. São questões intransferíveis os fatos históricos.

A proposta do projeto de Lei da ponte de Porto Nacional é do deputado Valdemar Junior. Houve outras discussões improdutivas e inócuas como a de que a ponte velha já tem nome (Don Alano) e que haveria confusão sobre o nome da ponte nova. Como é óbvio, são duas pontes e não apenas uma.

Antônio Poincaré de Andrade teve seu mérito em Porto (e foi um dos fundadores de Fátima), manteve um jornal (Porto Nacional Jornal), foi afastado da prefeitura mas voltou pela Justiça. Na discussão de hoje, entretanto, também modificou-se um pouco de sua história.

Antônio Andrade foi eleito em Porto porque decidiu (ao contrário dos outros candidatos da Arena) a aceitar o apoio do MDB. Ou seja, não foi eleito somente como tendo enfrentado a elite portuense e com os pobres tenha a derrotado. Ainda que estivesse mais próximo desses do que daquela.

Eram três candidatos da Arena: Arena I, Arena 2 e Arena 3. No regime militar, os arenistas eram os representantes do status quo vigente. Antônio Andrade era um deles. Só com o seu jipão com linguiça, ainda que tivesse apoio popular, não venceria as eleições.

Dona Eulina (uma dos capos do MDB local) dividiu o MDB onde era protagonista junto como outra emedebista influente, Dona Querubina, viuva de outro prefeito local, João Querido.

Esta história foi um pouco distorcida na justificativa. Mas ainda assim,como muitos outros portuenses, é sim Antônio Poincaré de Andrade (pelo que fez na cidade e por sua história)  merecedor de dar nome à nova ponte. Até para perpetuar o nome de um ex-prefeito no município.

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