Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Deputados não se emendam: maior PIB do Estado é de Palmas, mas elegem Araguaína capital econômica!! A temporada só elevou em 0,43% a arrecadação do Estado, mas seria a melhor movimentação na economia do país!!! Que coisa!!!!

03/08/2023 413 visualizações

Os deputados retornaram aos trabalhos com a carga toda.

Nos últimos dois dias, prevaleceram entre os parlamentares a degustação da movimentação das praias e a concessão do título de capital da economia do Estado à cidade de Araguaína.

Deputados comemoraram o retorno do investimento de R$ 2 milhões de emendas que mandaram aos municípios na temporada de julho. O governo mandou R$ 16 milhões.

Houve até quem, sem apresentar número algum (confiável ou não confiável) discursasse sobre o maior desempenho econômico do país nas praias: o Tocantins.

Os deputados tem em seu desfavor o seguinte:

  1. Araguaína pode ser considerada capital de qualquer coisa que os deputados inventem para seu proselitismo político. Mas em termos econômicos, não pode ser considerada como a capital econômica do Estado. E por que? Ora, a cidade tem um PIB de R$ 5 bilhões e Palmas produz R$ 10 bilhões anualmente. Não haveria como, arimeticamente, o mais ser  menos e o menos significar justamente o contrário: mais.
  2. Ademais, Palmas arrecada de ICMS (o principal indicador da economia) 34% da arrecadação estadual (R$ 147 milhões/julho/23) e Araguaína apenas 18% (R$ 82 milhões/julho/23).
  3. Pelos números, Araguaína pode ser tudo, menos capital econômica do Estado.
  4. Sobre a temporada de praias, os números também não sustentariam a euforia política e econômica parlamentar.
  5. Tome-se o mesmo ICMS (que incide sobre a movimentação econômica de mercadorias e serviços).
  6. A economia recolheu de ICMS em julho (na temporada) no Estado a soma de R$ 439 milhões . É apenas R$ 2 milhões (0,47%) superior aos R$ 437 milhões de junho (antes da temporada).

Mas Araguaína tem 110 mil eleitores (segundo maior colégio eleitoral do Estado).

E no Tocantins, pelo menos 30 municípios são destino de banhistas na temporada.

Uma demanda que representaria (pela inalteração dos números econômicos) apenas o deslocamento do consumo em julho: das cidades para as praias.

Ainda assim a narrativa segue à vontade a um ano das convenções com vistas às eleições municipais. Uma narrativa ufanista sem indicadores numéricos que lhe deem fundamento.

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