A convocação dos deputados estaduais pelo presidente da Assembleia, Antônio Andrade, para sessão extraordinária na próxima terça-feria para apreciar decretos de calamidade em diversos municípios atingidos pelas cheias, dá bem a situação do Estado, especialmente do Bico do Papagaio, nesse mês de janeiro.
A reação dos deputados, com efeito, difere da conduta no início da pandemia quando deixaram decretos de calamidade por apreciar até por um semestre. Muito embora venha com um pouco atraso (o nível do rio Tocantins já estava baixando ontem), existem as consequências tanto sanitárias quanto econômicas.
Configura-se um avanço, portanto, a convocação para terça-feira, antes do encerramento do recesso e em que os parlamentares não tem mais indenização pecuniária pelo trabalho extra. E se isto se dá, intuo, não seria somente por vontade política do presidente (ainda que a tenha) mas também por ação do governo.
O governador Wanderlei Barbosa tem se dedicado quase que diariamente aos desabrigados e atingidos que passam dos dois e mil numa região que já é naturalmente necessitada. São mais de 200 mil pessoas fincadas numa região (Bico do Papagaio, por exemplo) sujeitas a alagamentos ciclicamente dadas as próprias características de relevo. Um baixio (depressão) entre dois grandes rios: o Araguaia (de planície que facilita os alagamentos) e o Tocantins (de relevo) mas que nos municípios do Estado está poucos metros abaixo das cidades.
A presença do Governador na área dá, certamente, mais tranquilidade aos moradores. E isto deve ser realçado porque certifica régua de prioridades governamentais.


