A eleição na mesa diretora do Legislativo é pelo voto secreto. Mas a força política do grupo de Vicentinho e Amélio passa feito um trator na cooptação de apoios a Moisemar Marinho (PL).
A definição da deputada Cláudia Lélis e do deputado Ivory Lira pelo parlamentar ontem é de um simbolismo eloquente, dado a proximidade de ambos com Wanderlei Barbosa.
Ainda que voto no presidente não represente apoio ao governo, a decisão dos dois impõe uma derrota a um candidato que Wanderlei, Dorinha ou Eduardo Gomes possam apresentar.
O grupo de Vicentinho já contabilizava na noite de ontem o voto de 16 deputados em Moisemar. Ou: três a mais que o necessário (maioria absoluta dos deputados). E faltam ainda três meses para a eleição.
Até lá, é provável, Moisemar faça a maioria dos deputados. O novo governo vai desenvolvendo tamanho empuxo que ninguém quer ficar como força de arrasto.
E ainda tem os R$ 290 milhões de emendas e centenas de cargos no Executivo.


