Os problemas da administração pública – que se vê no governo do Estado – repetem-se na prefeitura da Capital, maior orçamento municipal do Tocantins.
Dados do Tribunal de Contas do Estado apontam que a Prefeitura pagou de despesas de exercícios anteriores até agosto de 2026 o equivalente a R$ 201,9 milhões.
O pagamento, este ano, de despesas de anos anteriores, pressiona, por lógica, o orçamento planejado para 2026 no valor correspondente.
Fica-se sem o valor orçado para a receita/despesa do ano, com impactos no projeto do prefeito para a cidade no exercício.
Se não pagou no ano correto, algo não foi planejado. Até mesmo de parte do prestador/fornecedor. Muito embora os valores liquidados certifiquem outra coisa.
O contribuinte é que não foi, pois entrou com a sua parte no ano devido.
Para efeito de raciocínio: de janeiro a agosto deste ano (dados do TCE e do RGF) a prefeitura arrecadou de receitas correntes R$ 1,796 bilhões. Orçamento de 2026. E empenhou (no orçamento de 2026) despesas de R$ 1,782 bilhão.
Como pagou R$ 201,9 milhões de anos anteriores, ficou para aplicar no orçamento deste ano, num raciocínio ligeiro, com apenas R$ 1,584 bilhões. Para despesas de R$ 1,782 bilhões.
Mantida a inércia da arrecadação/despesas pode fechar o ano com essa diferença em despesas para serem remetidas a pagamento no próximo ano.
Atraso de pagamento a fornecedor e prestador de serviço.
Repetindo 2025: lá a prefeitura orçou receitas de R$ 2,750 bilhões (receitas totais) e arrecadou apenas R$ 2,609 bilhões. Ou: R$ 140 milhões a menos.
E que com os R$ 306 milhões de deduções da receita obrigatórias, cairiam para 2,300 bilhões.
A prefeitura empenhou entretanto R$ 2,360 bilhões e pagou R$ 2,305 bilhões.
Mas registrou este ano ( somente até agosto) aqueles pagamentos de R$ 201,9 milhões de despesas de exercícios anteriores


