Sábado, 24 de Out de 2026

Deputados em oposição a Wanderlei!!! Fala sério!!!! Palácio aprova o que bem entender no Legislativo e parlamentares e governo sabem muito bem o porquê!!! Uma falácia para disfarçar sem negar a dependência do Palácio

23/02/2023 617 visualizações

Deputados estaduais e congressistas apoiando-se na tese de que o governador Wanderlei Barbosa teria sido derrotado na composição das comissões permanentes no Legislativo. Tiveram o carnaval esticado (retornam só na terça) para massificar a pérola de racíocínio junto às camadas não pensantes.

É, com efeito, um raciocínio que favorece, paradoxalmente, apenas ao governo e parlamentares na medida em que refletiria, ainda que circunstancialmente, fragilidade da base governista e musculatura de uma oposição inexistente. Ou seja, uma relação saudável do ponto de vista republicano.

Isto na retórica, porque na prática os próprios deputados diziam a jornalistas no cercadinho do plenário que tanto as comissões como os blocos dependiam de Wanderlei Barbosa. Marcavam data, Wanderlei viajava, mudavam a agenda. Público.

Wanderlei seria, assim, aquele que para os deputados mandava antes, mas após as decisões tomadas, não teria apitado nem molhado o bico. No popular: era uma causa não responsável pelo efeito dela consequente!!!!!! Uma impossibilidade lógica e física sendo assimilada com naturalidade acaciana.

Ambos os blocos, pode-se inferir, assim, convergem, a priori, num ponto: a necessidade de reduzir os desgastes decorrentes da explícita relação de dependência do Legislativo em relação ao Executivo, materializada na pública subserviência ilegítima de um a outro. Relação que já incomoda até mesmo os demais poderes.

Contrapor como instrumental argumentativo  o “grupo” de Amélio Cayres ao de Wanderlei Barbosa é, indiscutivelmente, desprezar não só a inteligência alheia mas biografias e orçamentos.  Caso contrário, o vice de Mauro Carlesse (e depois governador) seria Cayres (com cinco mandatos nas costas) e não Wanderlei.  Os eleitores do Bico do Papagaio (base do deputado) continuam no mesmo lugar.

Amélio, por outro lado, se desloca entre problemas na Justiça (e teve, sim, dificuldades para construir sua candidatura a presidente mesmo com cinco mandatos) e o exercício do cargo.

Wanderlei segue livre com R$ 12 bilhões nos cofres e um governo limpinho do ponto de vista fiscal. E tem aliviado religiosamente o bolso dos deputados com a liberação das emendas e do fundão inconstitucional criado para abrigá-las com a mesma disciplina com que paga o funcionalismo antecipado.

Ademais, o governo opera na Assembléia rotineiramente. Wanderlei mudou até a Constituição e o Regimento para a dupla eleição. Não vetou a emenda inconstitucional quando tem promovido vetos diariamente a leis inconstitucionais aprovadas pelos deputados sem que os parlamentares os derrubem.

Fora apenas uma eleição na mesa diretora e o candidato fosse Leo Barbosa, Cayres não teria a mínima chance. Isto não é sinal de dependência do Executivo em relação ao Legislativo, pelo contrário.

No objeto acessório de que o  predomínio dos poderes é o principal,  da tese extraordinária, o governo ficou com o que interessa: Comissão de Constituição e Justiça e Comissão de Finanças, ocupadas por dois parlamentares do Republicanos, partido do governo.

E em duas outras comissões: Saúde e Minas e Energia e Meio Ambiente entregues ao Republicanos e ao PV, que tem um secretário de governo. De sete comissões, ficou com quatro. O resto é perfumaria que teve até parlamentar estreante refugando.

Deputados contra Wanderlei!!!! E Wanderlei sem interferir na Assembléia!!!!Fala sério!!!!

 

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