Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Deputados do MDB e do UB disputam na Câmara dos Deputados aquele que sequestraria mais ativos no passivo da causa da violência contra a mulher. É o ethos das excelências!

21/02/2025 844 visualizações

O uso político da tribuna da Câmara dos Deputados esta semana por dois parlamentares federais do Estado para, cada um a seu modo, expressar suas impressões sobre a agressão de um prefeito a uma vereadora de Colinas, não é assintomático.

O caso – como é público – já estava sendo tratado, de modo adequado, no Ministério Público Estadual.

São mais de 36 homicídios de mulheres no Tocantins por ano (Anuário Brasileiro de Segurança Pública/2024). E 18 feminicídios.

Foram 2.352 vitimas mulheres de lesão corporal dolosa-violência doméstica e 5.322 medidas protetivas concedidas. O 190 recebeu 4.230 ligações de denúncia de violência doméstica contra a mulher.

A supressão política das instâncias regionais legítimas (MPE, a própria Câmara Municipal e Assembléia) neste contexto - somada a verborragia federal - dá à reação uma aceleração mais política do que técnica que o caso requer. Pois não implementada nas demais milhares de ocorrências por ano de mulheres sem rosto ou voz.

O reducionismo parlamentar explítico a uma disputa entre MDB (da vereadora e do deputado federal Alexandre Guimarães) e o UB (do deputado Federal Carlos Gaguim) e no plenário da Câmara dos Deputados, é só  mais um oportunismo barato parlamentar a diminuir a importância do caso.

Ambos calaram-se sobre o principal: as ações de segurança pública no setor, comandadas por um governo do qual fazem parte tanto o MDB quanto o UB.

No fundo, é apenas mesmo uma disputa por eleitores incautos e colégios eleitorais.

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