Os deputados ainda não haviam chegado até a manhã desta terça em acordo para aprovar a PEC da reeleição de Amélio Cayres.
A proposta tramita em regime de urgência há duas semanas. E, como PEC, só passa pela CCJ, presidida pelo deputado Nilton Franco.
As resistências pairavam no ar no Legislativo. Não estaria mamão com açúcar para Amélio e a base governista. Isto após a PEC ser protocolada com a assinatura de nada menos que 19 parlamentares.
Enfrentar uma questão dessas exige muito esforço argumentativo e demonstrativo. O toma-la-dá-cá corre frouxo.
Afinal, existe o inevitável desgaste político. E aí só com uma ajudinha para aguentar o tranco.
Os adeptos da reeleição na mesma legislatura tem também lá suas dúvidas. Isto porque o STF já julgou uma ação neste sentido e a Assembléia foi parte vencida.
Devem apostar em mudança de ânimo dos ministros do Supremo. E é mesmo possível a dúvida. O STF se contradiz quase diariamente.
Mas e se desta vez não for assim? E o STF acatar um pedido liminar contra a reeleição de Amélio? O deputado não perderia nada, já que tem mandato na mesa diretoria até dezembro.
O mesmo não se poderá dizer dos prejuízos institucionais da denominada casa de leis, querendo mudar a Constituição estadual em proveito de grupos políticos.


