Sábado, 24 de Out de 2026

Deputado revoluciona: cria o senador municipal!!Fica combinado então que Valdemar Jr. também poderá subir no palanque de Dimas e pedir-lhe votos onde o PL seja majoritário!!É cada uma!!

13/09/2022 984 visualizações

Decidira não entrar no “brado retumbante” do deputado Valdemar Junior em Taipas a favor da deputada Dorinha Seabra, adversária da senadora Kátia Abreu, tida como a candidata do parlamentar (com tudo que isto significa) por tratá-lo como apenas descuido afetivo do deputado.

Dada a procedência política de ambos: Porto Nacional onde Dorinha iniciou na vida pública de professora como Valdemar, o pai, fez história (do bem) na cidade. O coração às vezes fala mais alto, subordinando a razão necessária. Em política, derruba carreiras promissoras.

Mas Valdemar, o filho, apontou, em nota nas redes e em declarações ao Portal T1 Notícias (da jornalista Roberta Tum) o inesperado: a confissão em Taipas não era produto dessas coisas que se diz sem pensar.

E sim resultado de cálculo pensado tanto no método como na forma. E aí se faz necessário colocar ordem institucional, política e moral nas coisas públicas. Especialmente diante da crise política e institucional por que passa não só o Estado,  mas o país.

Para o deputado, deduz-se, o cargo de Senador é municipal e proporcional, ao contrário de seu princípio constitucional republicano: senador representa Estados e não municípios e é cargo majoritário e não proporcional. Não à toa, cada Estado tem três senadores, independentemente de PIB, numero de eleitores e habitantes.

Ele vê como normal sair por aí, como candidato a deputado, pedindo votos para todos os senadores de partidos e ideologias diferentes, só pelos votos que o prefeito pode entregar-lhe nas eleições. Se o prefeito tem um senador, este será o seu. A possibilidade, assim, seria de 139 senadores pelo Estado, se cada prefeito tiver um candidato só seu.

Uma discrepância porque não é algo tão simples assim. Além de jogar com os eleitores (quem escolhe o candidato, fiat lux, ainda é o eleitor), tem implicações em recursos de campanha, fundo e propaganda eleitoral. No caso, qualquer deputado poderia participar de qualquer campanha majoritária simultaneamente.

Na sua tese tão revolucionária como imoral do ponto de vista da ética, cada município teria o seu senador numa eleição majoritária em que vence aquele que consegue mais votos. Com apenas um cargo na disputa, pior ainda. Isto já teve outras nominações ou denominações.

Fico a imaginar Valdemar Junior (que é do partido de Wanderlei Barbosa) tendo um candidato a governador (cargo majoritário como senador)em cada município, dando o seu Grito do Ipiranga por Paulo Mourão, Ronaldo Dimas, Wanderlei e que tais, com igual vigor com que discursou em favor de Dorinha Seabra.

Para arrematar, sugere ao T1 Notícias que estivesse corrigindo uma desinformação que, se existisse (apesar do vídeo indiscutível), estaria sendo praticada mesmo era pelo parlamentar na refutação de imagens e voz com uma justificativa tão indecorosa que afronta o eleitor.

Como no futebol, na política Flamengo é Flamengo e Botafogo é Botafogo. Entre Kátia e Dorinha, Valdemar parece querer ser Olaria ou Bangu. Vestindo outra camisa por baixo, mostrando só a pontinha.

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