Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Deputado Filipe Martins reforça sua régua moral e ética ao espalhar fake-news de tragédia que já matou 130 pessoas no RS expondo a outra face do seu culto religioso

12/05/2024 1056 visualizações

A tragédia do Rio Grande do Sul entra neste domingo contabilizando 2 milhões de pessoas atingidas, 618 mil desabrigados, 130 mortos e 125 desaparecidos.

Enquanto a população e o governo do Tocantins juntam esforços para mandarem donativos e homens para ajudar os gaúchos, o deputado federal  pastor Filipe Martins (PL/TO) produz fake-news.

Filipe discursou da tribuna da Câmara dos Deputados esta semana que os caminhões com donativos estavam sendo barrados por exigência de notas fiscais e que estavam sendo cobrada documentação de pilotos e embarcações de voluntários que atuam nos resgates às vítimas.

Uma mentira deslavada. E que tem como consequência intimidar pessoas que queiram levar donativos à região e brecar voluntários que ajudam no resgate, com a ameaça. Mentira rechaçada pelo governo do Rio Grande do Sul, governo federal e pelas polícias.

A mentira do capo evangélico vai ganhando os pastores que reproduzem-na a seus fiéis. Filipe ganha as páginas (e a vergonha) da imprensa nacional (junto com outros seis parlamentares irresponsáveis do PL).

Para se medir a régua da irresponsabilidade: segundo o IBGE, no Estado 22,1% da população é evangélica/protestante (são 64,6% de católicos).

O deputado-pastor espalhava, estatisticamente, a mentira, para 340 mil fiéis. Uma fala reproduzida por pastores franqueados a uma população do tamanho de Palmas. A correia de transmissão das franquias é tão rápida quanto eficiente.

Não é implausível que a ministra Carmem Lúcia (STF) relatora do inquérito das fake-news nas enchentes do Rio Grande do Sul, o inclua na ação que já tem o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o senador Cleitinho Azevedo.

Filipe já tinha vocalizado projetos indecentes, do ponto de vista do estado de direito, na Capital, como vereador.

Foi dele projeto para trocar o nome da CMEI Arco Iris (para ele incitava o homossessualismo), foi contra projeto que criava ambulatório para LGBTs, transexuais e travestis. É contra o aborto conforme previsto na lei brasileira.

Discursou na Câmara de Palmas contra um personagem LGBT da Disney Chanel, orientou pais a não deixar os filhos assistirem Thor: Amor e Trovão, da Marvel Studios, é contra a revista em quadrinhos Vingadores.

E pior: foi denunciado na Delegacia de Polícia em ocorrência contra discurso em que teria afirmado que a homossexualidade é a porta de entrada para a pedofilia e que mulheres trans usariam banheiros para estuprar outras entre outros absurdos.

Por outro lado: defende a isenção de ICMS das suas igrejas, a isenção da lei de impacto da vizinhança (para seus cultos fazerem barulho em áreas residenciais sem medidas ) e imunidade do ITBI de templos religiosos.

 

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1 Comentário(s)

Zaine El Kadri 12/07/2024

O Tocantins era de mais de 65% de eleitores petistas e nunca tivemos um êxito petista no governo estadual por conta de pastores iguais a esse safado do PL/TO. Precisamos mostrar ao povo tocantinense que igreja não faz a política, mas faz a diferença para o mau político que se eleger e reelege. O Tocantins com Estado Novo devia ser isento dessa politicagem e ser um exemplo aos outros Estados

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