Se desembolsa algo em torno de R$ 180 milhões com pagamento da folha líquida de salários (expediente ilegal de que faz uso a administração desde Marcelo Miranda), o governo não teria problemas para pagar a folha deste mês.
O governo teve depositados ontem no Banco do Brasil recursos da ordem de R$ 56,7 milhões. É a segunda parcela do mês do FPE que somada à primeira parcela (creditada no dia 10 de janeiro) – R$ 217,5 milhões – deu ao governo, até agora (e ainda tem a terceira no dia 31) R$ 274,3 milhões. Só no Fundo de Participação.
O valor (das duas parcelas) é 24,4% superior aos R$ 220,3 milhões das duas primeiras parcelas de janeiro de 2021. Nos últimos doze meses (conforme o IBGE divulgou há quatro dias) a inflação acumulou alta de 17,82%. Ou seja, o Estado recebeu recursos acima da correção inflacionária, um ganho real de 6,6%.
Para 2022, o orçamento do Estado prevê R$ 3,510 bilhões de FPE. No ano passado, a previsão orçamentária no FPE era de R$ 3,2 bilhões e o Estado recebeu R$ 4,1 bilhões.


