O MDB não deixa de ser MDB. Divide-se (leio no T1 Notícias) entre apoiar Raul Filho ou Cínthia Ribeiro ou qualquer outro. Com Raul, pode repetir o fiasco de oito anos do ex-prefeito que deixou o cargo debaixo de uma das maiores desaprovações de que se tem notícia na cidade.
Raul é um sortudo. Em 2004 conseguiu o MDB na chapa e em 2008 teve a burrice de Marcelo Miranda e do seu marqueteiro oficial. Raul fazia uma administração desastrada (com MDB na vice) e, ainda assim, quis a reeleição.
Nilmar na pré-campanha de 2008 não tinha páreo. E aí a lerdeza política de Marcelo o levou a dividir o partido: parte com Derval foi para Raul e a outra palaciana, para Nilmar que era do Democratas.
E como se isto não fosse já um problema (misturar os modebas com o pefelê) o marqueteiro oficial de Marcelo tingiu as cores da campanha com o vermelho do PT, de Raul.
A idéia gigante era a de que Nilmar também seria a candidata de Lula. Ou seja, Lula deixaria de ter seu próprio candidato petista (Raul) para dividir votos com o pefelê de Siqueira Campos. Muito lindinho o siqueirismo empunhando bandeiras vermelhas e cantando o lulalá!!!
Raul levou de lavada. E repetiu, entretanto, o fiasco administrativo. Saiu debaixo das críticas dos buracos, dos rolos do lixo e do Carlinhos Cachoeira.
Retornou a disputar em 2016 quando praticamente entregou o mandato a Carlos Amastha, tendo na campanha a mesma conduta que exercitava na prefeitura onde, junto a servidores, construiu a imagem de preguiçoso, do ponto de vista administrativo.
Um desperdício dado que Raul é, em larga medida, um dos políticos mais populares na Capital, especialmente na periferia. As pessoas gostam dele, parecem se identificar com o ex-prefeito e ele demonstra carinho com todos.
Apesar de tudo, no coração de parte do MDB, por absoluta incompetência política para construir uma candidatura própria, parece ainda bater o coração de Raul.


