A presidente da Câmara Municipal de Palmas, Janad Valcari, tende a ser levada pelos fatos a diferenciar práxis social de práxis política e pragmatismo.

Viu ontem a solidez da liderança que acreditava plasmar nos 12 (de 19 possíveis) votos que a elegeram presidente há menos de dois meses desmoronar com o avanço político de aliados da prefeita Cínthia Ribeiro nas comissões do Legislativo.

Das sete comissões da Casa, todas estão no comando de vereadores da base da prefeita. Tanto nas presidências como nas vices. 

Folha vai presidir a CCJ, Eudes Assis (Finanças), Felipe Martins (Administração Pública e Infraeestrutura), Wadson da Agesp (de Políticas Públicas), Iolanda Castro (Cidadania), Segurança (Juscelino) e de Direitos da Mulher (Laudey Coimbra).

Como as comissões são indispensáveis na tramitação das matérias,  Janadi Valcari ficou sem pé nem mão. Terá que negociar com os vereadores para levar adiante o seu projeto.

E essa base aí certamente irá consultar o Executivo para qualquer ação. Afinal tem na ponta da língua que o mais importante é o bem da cidade.

De outro modo: Cínthia vai comandar a Câmara Municipal na prática. Apesar da práxis que Janad demonstra querer aplicar como  vetor de sua administração. A exemplo do que Mauro Carlesse (no governo) faz com a Assembléia.

Se fosse um parlamentarismo, teríamos Cínthia como primeira ministra e Vanadi como um presidente decorativo.

E aí a pergunta: é bom para a democracia? Não!!! Mas são as regras democráticas que Vanad na sua proposta de ruptura deixou de lado. Enquanto tentava mudar no grito, Cínthia fazia política.

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Ponto Cartesiano

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