O deputado Amélio Cayres, presidente da Assembléia Legislativa, parece seguir o script.
Pós-reunião com jornalistas para anunciar a pré, faz circular agora que necessita presidir o partido para sua candidatura.
O Republicanos é uma comissão provisória. Marcos Pereira, presidente nacional da legenda, pode substituir Wanderlei por Amélio.
Deixaria o governador livre de pressões eleitorais para seguir sua candidatura ao Senado. A conta ficaria com o candidato ao governo do partido.
Apóia-se Amélio, nas aparências, deduz-se, no expediente de Vicentinho Jr, Laurez Moreira e Dorinha Sebra que presidem seus partidos no Estado.
Amélio, no entanto, ainda não está jogando pedra na lua. Aparenta enfrentar as movimentações palacianas, inclinadas a Dorinha/Eduardo/Gaguim.
Só aparenta. As relações continuam as mesmas.
É uma ação de risco calculado. O partido simplesmente poderia negar-lhe legenda para o cargo. E ali quem manda ainda é Wanderlei. Ponto final.
Como ambos declaram juras de amor eterno dizendo separar amizade de política, o eleitor terá que acreditar que, por exemplo, Wanderlei não apoiará nem Dorinha nem Amélio.
Situação que o colocaria mais a favor da Senadora do que de Amélio. O murismo que para Dorinha seria um ganho, seria, óbvio, perda para Amélio, do partido do governador.
Dorinha (que tentava melar sua chapa em agosto/áudio vazado) se igualaria a Amélio que segurou os pedidos de impeachment e aprovou todas as matérias do governo.
É plausível, assim, raciocinar-se que Amélio prepara, é possível, o ambiente para que Wanderlei oficialize a autonomia sobre o Republicanos que lhe foi dada extra-oficialmente pelo governador .
Lá naquela reunião no Catuá. E antecipada por este blog.
Amélio Cayres, por outro lado, comandando o partido retiraria de Wanderlei, por mera lógica, o ônus de decisões partidárias.
Uma delas perfeitamente possível dado o ímpeto eleitoral do deputado pós-Catuá: Amélio disputar o governo (como quer) e decidir que o Republicanos terá sua própria chapa.
E, por necessidade partidária, “convencer” Wanderlei ao sacrifício de renunciar e candidatar-se ao Senado.
Como não poderia ficar sozinho no DF, com uma forcinha, elegeria a 1ª dama Karynne Sotero, deputada federal.
Garantindo a reeleição de Leo Barbosa e sua ascensão à presidência do Legislativo.
Dando uma banana a Dorinha Seabra, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim.


