Quarta-feira, 4 de Mar de 2026

Amélio segue o script: quer comandar o Republicanos na disputa do governo. Ou busca uma saída para deixar a pré, ou prepara ambiente para Wanderlei sair ao Senado com ou sem Dorinha. O murismo, claro, favoreceria a Senadora

04/03/2026 183 visualizações

O deputado Amélio Cayres, presidente da Assembléia Legislativa, parece seguir o script.

Pós-reunião com jornalistas para anunciar a pré, faz circular agora que necessita presidir o partido para sua candidatura.

O Republicanos é uma comissão provisória. Marcos Pereira, presidente nacional da legenda, pode substituir Wanderlei por Amélio.

Deixaria o governador livre de pressões eleitorais para seguir sua candidatura ao Senado. A conta ficaria com o candidato ao governo do partido.

Apóia-se Amélio, nas aparências, deduz-se, no expediente de Vicentinho Jr, Laurez Moreira e Dorinha Sebra que presidem seus partidos no Estado.

Amélio, no entanto, ainda não está jogando pedra na lua. Aparenta enfrentar as movimentações palacianas, inclinadas a Dorinha/Eduardo/Gaguim.

Só aparenta. As relações continuam as mesmas.

É uma ação de risco calculado. O partido simplesmente poderia negar-lhe legenda para o cargo. E ali quem manda ainda é Wanderlei. Ponto final.

Como ambos declaram  juras de amor eterno dizendo separar amizade de política, o eleitor terá que acreditar que, por exemplo, Wanderlei não apoiará nem Dorinha nem Amélio.

Situação que o colocaria mais a favor da Senadora do que de Amélio. O murismo que para Dorinha seria um ganho, seria, óbvio, perda para Amélio, do partido do governador.

Dorinha (que tentava melar sua chapa em agosto/áudio vazado) se igualaria a Amélio que segurou os pedidos de impeachment e aprovou todas as matérias do governo.

É plausível, assim, raciocinar-se que Amélio prepara, é possível, o ambiente para que Wanderlei oficialize a autonomia sobre o Republicanos que lhe foi dada extra-oficialmente pelo governador .

Lá naquela reunião  no Catuá. E antecipada por este blog.

Amélio Cayres, por outro lado, comandando o partido retiraria de Wanderlei, por mera lógica,  o ônus de decisões partidárias.

Uma delas  perfeitamente possível dado o ímpeto eleitoral do deputado pós-Catuá: Amélio disputar o governo (como quer) e decidir que o Republicanos terá sua própria chapa.

E, por necessidade partidária, “convencer” Wanderlei ao sacrifício de renunciar  e candidatar-se ao Senado.

Como não poderia ficar sozinho no DF, com uma forcinha, elegeria a 1ª dama Karynne Sotero, deputada federal.

Garantindo a reeleição de Leo Barbosa e sua ascensão à presidência do Legislativo.

Dando uma banana a Dorinha Seabra, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim.

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