Os consumidores já estão sentindo o preço dos combustíveis nas bombas e no final do mês da conta de energia, com a redução de ICMS.
Obviamente que o preço internacional do barril de petróleo caiu, assim como a cotação do dólar.
Mas governadores e congressistas navegam na vibe da queda de alíquota que implicará em menos recursos para educação e saúde.
O governador Wanderlei Barbosa, assim, não tem céu de brigadeiro a curto prazo.
Comparativo de receita (e despesa) prevista e realizada (publicado na última quarta) projeta mais dificuldades do que facilidades.
O governo corrigiu as despesas previstas inicialmente para o ano de R$ 11,453 bilhões (LOA) para R$ 12,927 bilhões. Ou seja, mais despesas que receitas no ano o que sugere estivesse planejando gastar a poupança de anos anteriores.
Nas receitas, para uma mesma previsão orçamentária inicial de R$ 11,453 bilhões, o Executivo elevou para apenas R$ 11,731 bilhões. Haveria, portanto, aí uma diferença entre receita e despesa no ano de R$ 1,196 bilhões.
Comparando o realizado, a radiografia é indiscutível. Em 58,3% do exercício (sete meses) o governo arrecadou 68,6% do previsto para os 12 meses. Já nas despesas, no mesmo período, teria realizado 58,6% nos mesmos 58,3% do ano.
Só que em termos absolutos a questão é maior: existiria um saldo orçamentário de R$ 3,477 bilhões nas receitas para outro de R$ 5,348 bilhões nas despesas previstas. Ou seja, ou contingencia ou não paga.
Junte-se a isto a redução das receitas de ICMS (R$ 135 milhões só em agosto), e tem a equação do desequilíbrio a curto prazo.


