O Democratas realiza um seminário nesta sexta na Capital. Pretende reunir mulheres na sede da OAB. No Brasil (Pnad contínua) há mais mulheres que homens (51,7% x 48,3%). Apesar disso, a Câmara dos Deputados (que representa a população) tem apenas 15% de vagas preenchidas por mulheres. No Estado, apenas 20% das cadeiras na Assembléia são delas.
A deputada federal Dorinha Seabra é um dos 27 deputados federais do partido que também tem quatro senadores, três governadores e algo próximo de 70 deputados estaduais espalhados pelo país. Não é pouco.
Dorinha Seabra é a presidente do Mulher Democratas Nacional e do partido no Estado. Espelha, na verdade, a resistência democrática. O Democratas foi preservado até hoje por aqueles que se mantiveram nos princípios que nortearam sua fundação na sucessão do PFL: centro e de direita.
É o grupo que não seguiu na aventura de Gilberto Kassab que queria um partido para chamar de seu e negociar, dos badalados restaurantes paulistanos, apoios com o governo de plantão (o PT) como sucedeu.
O DEM amargou de inanição por não aceitar a política nem-nem (nem governo nem oposição), manteve sua essência e substância e está em crescimento (tem o presidente da Câmara e do Congresso) contra o histórico "sem-ladismo" do PSD que o deixou.
Dorinha é prestigiada pela direção nacional do partido. É uma das decanas que suportou o peso de dizer não à mudança de filosofia partidária. Num país onde político muda de camisa de acordo com a oscilação do dólar ou da bolsa de valores, é algo a ser destacado.
Tem-se, pelo menos, a certeza do que o grupo partidário defende. Especialmente no momento em que a volatilidade da política (e dos desvios explicitados) em curso empurra a população para princípios e fundamentos.
Tudo indica que o Democratas ganhou como a resistência. E tudo indica que pode fazer um arrastão nas eleições de 2020 e 2022. Os indicadores estão dados.


