A distância é a afirmação daquilo que ela distancia. Com efeito, a saúde afirma a doença quando ela faz de sua distância entre ela, objeto de afirmação. Nos últimos dias a população tem sido levada pelo poder público a inverter perspectivas com a tentativa de demonstração, em termos relativos de percentuais, que a contaminação da Covid-19 seguiria viés de queda no Estado. Para outros, o vírus desaparecera.
Os números absolutos concorrem entretanto, na medida da distância que se tenta impingir entre contaminados e não contaminados, para afirmar, paradoxalmente, a gravidade da doença e não a suavidade da cura. E, com isto, a sua afirmação como enfermidade grave e não da saúde, como tem aceito a manada que ocupa as ruas, bares e lugares de recreação como se o vírus tivesse sido eliminado.
Haveria, por certo, pelos números dos órgãos de saúde pública maior distância entre a saúde e a doença levando ao raciocínio de que esta poderia encobrir medidas, negando, por consequência, a supremacia da cura e de menos contaminados sobre a incidência do vírus que tem prevalecido.
Seria indício de encurtamento da distância entre saúde e doença, não sem razão, o avanço da Covid-19 no Estado. Uma diminuição da medida entre saudáveis e contaminados, por lógica, indicaria uma população mais próxima do vírus do que da cura. E não o contrário.
No Estado foram registrados de abril a 15 de agosto 36 mil e 478 contaminados e 506 óbitos. De 15 de agosto a 15 de setembro foram 24 mil e 247 novos casos (60.725 ontem) e 316 óbitos (eram 822 no boletim de ontem). Em um mês, um crescimento de 63% nos óbitos e 67% nos casos.
A mágica da redução se dá quando se compara, em termos relativos percentuais (.....)
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