Os onze deputados federais e senadores do Estado eleitos pelo bolsonarismo podem sofrer consequências das delações de Mauro Cid. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro foi solto ontem depois do STF autorizar uma delação premiada.
Os parlamentares mais pragmáticos e menos obtusos já devem estar avaliando estratégias de deserção. E um discurso para justificar o cavalo de pau aos seus eleitores. É o tipo de situação que não comporta a estratégia de jogar parado.
Parte negocia migração para a base de Lula. Mas ainda que façam, em maioria, a transposição do voto parlamentar ao presidente que combateram nas eleições, a esfinge bolsonarista os perseguirá nos movimentos na proporção da entrega ao projeto de poder de Jair.
Os próximos dias, com efeito, prometem dificuldades para o ex-presidente e a ex-primeira-dama. E com elas, perdas imediatas ao Partido Liberal que os tinha como principais lideranças nacionais.
No Estado, a lei da gravidade tende a impor obstáculos ao projeto de disputar a prefeitura da Capital e nos demais municípios como o fizeram na disputa proporcional do ano passado. E que elegeu a quase unanimidade da bancada estatual e federal no palanque de Jair.
Na medida em que o derretimento moral e ético do líder avançar com as delações, será reduzido proporcionalmente o valor de face do partido para eventual composição majoritária. E a força política do parlamentar que o tiver como aliado.
O eleitor pode até descasar candidatos de partidos. Mas não a fedentina que tem exalado dos porões do bolsonarismo encampado pela unanimidade da bancada congressista.


