No último Balanço Atuarial do Igeprev do Tocantins (31/12/2020) as contas apresentavam um resultado atuarial de R$ 5,1 bilhões negativos no plano previdenciário financeiro dos militares e outros R$ 35,1 bilhões negativos no previdenciário financeiro dos servidores públicos.
Significa que, mantendo o Igeprev da forma como é levado, o fundo não conseguirá pagar pensões e aposentadorias a longo prazo. E aí vai sobrar para as contas públicas. O governo terá que retirar de áreas como educação, saúde ou infraestrutura para cobrir o déficit.
Apesar de público, não há por parte do Igeprev, deputados, governo e servidores um agenda política e econômica que viabilize instrumentos para cobrir esse negativo.
No balanço do fundo de 2021, o Estado tinha 26.874 servidores ativos, 12. 856 aposentados e 1.986 pensionistas. De outro modo, dependia dos cofres públicos para salários nada menos que 41 mil e 706 pessoas.
Equivale a concluir que haveria no Estado um aposentado/pensionista para cada dois servidores ativos. Ainda assim, o Executivo continua atrasando repasses, os órgãos incentivando aposentadorias (que reduzem as contribuições que mantém o fundo) e servidores e deputados despreocupados com esse rombo atuarial de R$ 40 bilhões.
O equivalente ao PIB que produz a economia regional por ano. Ou ainda, quatro orçamentos anuais do Estado.


