O PSDB Mulher nacional empurrando o PSDB regional para uma intervenção. Fez circular no final de semana acusações contra o presidente regional do partido, ex-senador Ataídes de Oliveira que estaria – conforme as tucanas – perseguindo a única prefeita de Capital do PSDB, Cínthia Ribeiro.
É fato que existem arestas entre Cínthia e Ataídes provocadas mais pelo ex-senador do que pela prefeita. Ataídes foi desastroso na administração das questões internas do partido. Ao invés de dar apoio a Cínthia, uma líder em ascensão, preferiu exercer voz de comando de forma arbitrária. E protagonismos políticos dependem mais de conversas que de mandonismo.
O teor das críticas a Ataídes, entretanto, sugere que a direção do PSDB Mulher pretenda fazer o mesmo com o ex-senador: forçar sua saída da direção regional, entregando-a a Cínthia. Uma intervenção que pode piorar o clima entre os tucanos que administram cerca de duas dezenas de municípios do Estado. Não só a de Palmas, ainda que seja o maior colégio eleitoral.
Como o PSDB não registra histórico de intervenções (houve apenas aquele golpe do siqueirismo contra Paulo Mourão, com o aval de FHC e José Serra) é provável que o movimento do PSDB Mulher nacional em defesa da prefeita tucana, paradoxalmente justifique, regionalmente, uma eventual decisão de Cínthia Ribeiro de trocar de partido.
Teria, a prefeita, com o reconhecimento do PSDB Mulher nacional de sua situação, amplificadas supostas injustiças partidárias de que esteja sendo vítima na direção regional. Mesmo que a direção nacional faça o movimento buscando sentido contrário: em defesa de sua permanência no partido.


