Sábado, 24 de Out de 2026

Declaração da direção nacional do Republicanos de que partido não será da base de Lula choca com o alinhamento da bancada do Estado na Câmara ao governo do PT!!! Com reflexos nas eleições de 2024!!!

13/03/2023 436 visualizações

A desconexão de teoria e prática no campo político é eloquente tanto quanto anestésica se mostra a inação do cidadão político.

As circunstâncias da política nacional e texto e contextos regionais implicariam, de modo único, uma anarquia generalizada entre partidos, eleitos e eleitores, em desfavor do sistema partidário vigente.

Lê-se na imprensa nacional que o presidente nacional do Republicanos (partido do governador Wanderlei Barbosa) informa que a legenda não será da base do presidente Lula. Ainda que já o seja. Vejamos.

Muito antes do anúncio do final de semana (de emendas parlamentares de R$ 46 bilhões oferecidas por Lula driblando decisão do STF que acabou com as emendas de relator), a bancada estadual do Republicanos na Câmara dos Deputados (três deputados federais), já havia declarado apoio ao adversário de 2022 que combateu fundamentada em seus programas partidários.

Se valer a decisão do dirigente republicano, serão, portanto, em condições normais de previsibilidade,  menos três votos dos deputados federais tocantinenses em favor do governo federal. Obviamente isto imporia, a priori, meia volta aos parlamentares do Estado já considerados apoiadores do governo petista. Mas não é bem assim.

Com efeito, na semana passada o deputado federal Ricardo Ayres assumiu a direção do Republicanos na Capital. A legenda quer disputar a Prefeitura no próximo ano.

Na base bolsonarista tem, ainda, a deputada Vanda Monteiro, do União Brasil (da senadora Dorinha Seabra), disposta a voltar às urnas e outra deputada, Janad Valcari, do PL (de Jair Bolsonaro e Eduardo Gomes) que persegue igual objetivo.

A vontade política de Ayres pode necessitar do aval da direção regional (Wanderlei Barbosa). Isto porque o Republicanos não teria, agora, um nome competitivo para 2024. Ainda que possa construí-lo.

E, por outro lado, os passivos do ex-presidente Jair Bolsonaro sugerem levar prejuízos políticos ao PL de Gomes e uma candidatura própria no próximo ano, dificultando, consequentemente, para Janad.

Um nome que emerge hoje com maior musculatura política que o vice de Cínthia Ribeiro, André Gomes, do Avante, que pode federar com UB e PP. Viabilizada a federação, fortaleceria, por gravidade, Vanda Monteiro, de maior penetração popular na cidade que Vicente Jr (PP) ou mesmo André Gomes.

Deste caldo aí, pode emergir, assim, um arranjo entre o PL e o Republicanos: Eduardo Gomes na chapa majoritária do Palácio em 2026, disputando o Senado novamente ao lado de Wanderlei com Laurez Moreira assumindo o governo e disputando a reeleição.

Números da contradição e do paradoxo: como se sabe, o governo petista foi eleito por 50,40% dos votos do Estado. Jair Bolsonaro cravou 44% (434 mil votos X 379 mil votos).

Apesar da vitória lulista, entretanto, o Republicanos (da base bolsonarista) foi o partido que teve mais votos e elegeu mais deputados estaduais e federais.

O partido fez 205 mil votos para estadual e 183 mil para federal. Elegeu, assim, sete estaduais (29% do Legislativo estadual)  e três federais (37% da bancada na Câmara). E o governador do Estado. A federação de Lula conseguiu apenas 83 mil votos para estadual e 70 mil para federal. Elegeu um estadual e zero federal.

Como disse, uma desconexão entre o texto e o contexto, produto justamente da não conexão entre a teoria e a prática.

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