Ao refluir da decisão de candidatar-se a presidente da Assembléia e apoiar a reeleição de Amélio Cayres (como fez divulgar em nota pública na tarde desta quarta), o deputado Leo Barbosa optou pelo bom senso.
É decisão digna de cumprimentos pela reavaliação. E são poucos aqueles que fazem revisão de seus pensamentos.
Ela é publicitada um dia antes do prazo do deputado Nilton Franco (presidente da CCJ que avocou para si o relatório da PEC da Reeleição), do Republicanos (de Leo Barbosa) mande a proposta para o plenário.
O prazo vence amanhã. E na próxima semana tem feriado emendado.
A retirada da disputa, por outro lado, ao contrário daqueles que defendiam sua candidatura, alivia mais que comprime o governador Wanderlei Barbosa. Seria inevitável a pressão sobre o governo.
E era uma decisão pouco inteligente manter a candidatura. O governo tem maioria no Legislativo para eleger qualquer deputado de sua confiança para presidente.
Sem o governador precisar enfrentar os desgastes de chefiar o Executivo estadual e ter no comando do Legislativo seu filho. Nitroglicerina pura.
Já há uma ADPF no STF contra o expediente, com voto da relatora, ministra Carmem Lúcia, contra a pretensão de Leo Barbosa,o deputado estadual com maior votação em 2022.
E que poderia, junto com o pai, ser desidratado politicamente com suposições, deduções e induções perfeitamente previsíveis.
A nota, entende-se, apenas complementa o que já havia sido decidido. Chega com duas semanas de atraso.
Há 15 dias o deputado Ivory protocolou e 19 deputados assinaram a PEC (que tramita em regime de urgência) que possibilita a reeleição de Amélio.
E uma PEC dessas não passaria sem o impulso e o apoio de Leo (que dependeria de sua renúncia à sua pretensão) e do Palácio.
Como as consequências não vem antes e a PEC é nitidamente inconstitucional, é esperar como seguem as abóboras na carroceria do caminhão.
Até que outro sopro de bom senso, senso comum e racionalidade deixe as cavernas.


