Esta imagem aí de cima é emblemática. Trata-se do auto de infração lavrado pela Superintendência de Vigilância Sanitária do governo do Maranhão contra o presidente da República Jair Messias Bolsonaro ontem, 22, em Açailândia, no Sul do Maranhão. Uma região extremamente pobre ali próximo de Buriticupu e onde os madeireiros fazem a farra.
E porque é emblemática: Jair Messias Bolsonaro descumpre todos os dias leis municipais e estaduais no Covid-19 e não é punido como seria (e efetivamente o é) o cidadão comum que decide afrontar as regras realizando eventos e andando por aí sem máscaras.
Como é óbvio, as autoridades públicas são, como qualquer cidadão, obrigadas a cumprir as leis. O cargo não é salvo conduto para ilegalidades e a autoridade não é o do seu ocupante, mas da lei. Ele está apenas investido desta autoridade originária.
A ninguém é dado praticar um crime alegando direitos individuais ou liberdade de expressão e de ir e vir. Matar alguém é uma expressão de uma vontade ou de uma ação.
Jair Messias foi autuado no Maranhão pela aglomeração que provocou, deliberadamente, em Açailândia (como em Palmas e onde ele vai), criticando o uso da máscara e as restrições da pandemia. Jair foi incurso em dois decretos estaduais e nos dispositivos da Constituição Federal.
Tudo muito claro, explícito e incontestável, tanto no deslocamento do aeroporto quanto nas mais de cem pessoas que o recepcionaram no Sindicato do Produtores Rurais de Açailândia.


