A autorização concedida ontem pela Anvisa para que os governos de Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí importem as vacinas Spunik V (Rússia) e Covaxin (índia) deu força ao contrato de intenção de compras assinado pelo governador Mauro Carlesse para a aquisição de um milhão de doses do imunizante russo para serem aplicadas no Estado.
Diferente dos três Estados atendidos de imediato, o Tocantins oficializou a intenção de compras por intermédio do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.
A importação aprovada, porém, deve favorecer o contrato de R$ 75 milhões assinado por Mauro Carlesse (a unidade da vacina custa em média US$ 40) posto seguir a mesma linha. Não poderia, por certo, haver decisão diferente. E aí o governo terá acertado na decisão administrativa firmada em abril deste ano, ganhando pelo menos dois meses no processo de aquisição do imunizante.
O Estado hoje registra um dos menores índices de vacinação (17,40%). Foram aplicadas 407.953 doses, sendo que apenas 131.186 pessoas receberam as duas doses. O um milhão de vacinas Sputnik V acertadas imunizaria com duas doses 500 mil pessoas!!
Teríamos, portanto, imunizadas aquelas que já tiveram a primeira dose (que tem garantidas em estoque a segunda), mais 500 mil totalmente imunizadas. Ou seja, 58% da população do Estado. Um índice capaz de fazer reduzir (ou achatar) o índice de contaminação e de mortos, como ocorre em outros Estados e países que vacinaram sua população.
Obviamente os R$ 75 milhões para garantir antecipadamente os imunizantes (providência diferente de Jair Bolsonaro no país) só foram possíveis em função do ajuste fiscal que apontou um resultado primário positivo de R$ 474 milhões no primeiro quadrimestre de 2021. Seguindo o superávit de 2020 de R$ 288 milhões que o governo optou por abrir créditos adicionais aos orçamentos dos demais poderes.


