O endurecimento da prefeita Cínthia Ribeiro ao suspender atividades não essenciais na Capital por dez dias pressiona o governo a coordenar os demais municípios na mesma direção.
Isto porque o coeficiente de mortalidade no Estado é nove pontos percentuais acima do registrado na Capital.
No Estado ontem o índice de isolamento social estava na casa dos 30% de uma população de 1,5 milhão de pessoas. E os leitos UTIs e clínicos aproximavam-se perigosamente dos 100% de ocupação.
Palmas registrava até ontem o índice de óbitos na faixa de 87/100 mil habitantes contra os 98,5/100 mil verificados na soma de óbitos dos municípios tocantinenses. Morria-se proporcionalmente mais no Estado do que em Palmas.
No número de casos, a Capital registrava mais ocorrências: 9.498/100 mil habitantes enquanto no Estado este índice era de 7.377/100 mil. Mais contaminados que nos demais municípios.
Ambos, em número relativo de contaminados, apresentam mais casos que a média brasileira, estabelecida ontem conforme o MS em 5.100/100 mil, ainda que nos óbitos estivessem abaixo do país que era de 123,4/100 mil.
O governo ainda não esboçou reação sobre restrições. Deve fiar-se na competência municipal para as medidas, mesmo que a legislação (como tem ocorrido em vários Estados) permita-lhe determinar as medidas, caso os prefeitos não as tomem.
Justificativa o governo tem aos montes. Dentre elas, o desempenho dos prefeitos na vacinação e, por lógico, o iminente colapso na rede de saúde pública que atende, regra geral, a população dos 139 municípios do Estado.


