Fora as platitudes de sempre dos candidatos, duas questões me chamaram a atenção ontem no debate da TV Anhanguera.
A primeira, a troca de figurinhas entre Laurez Moreira (PSD) e Dorinha Seabra (UP) sobre o PIB.
Um indagando ao outro o quê fazer para manter o crescimento do PIB (R$ 78 bilhões/projeção LDO/2026). Um PIB/per capita de R$ 48 mil anuais.
Pensei: eles estão discutindo isto para aumentar a renda média domiciliar per capita (IBGE/4º trimestre/2025) do cidadão tocantinense: R$ 2.036,00. Menor que a média nacional.
Mas que nada.
É, certo modo, especialmente impactando o debate sobre o crescimento do PIB colocado. O crescimento como um ativo eleitoral. Chegou-se a citar o maior da região Norte.
Ora, boletim da própria Secretaria do Planejamento registra que, no primeiro trimestre de 2026, o PIB do Estado teve um crescimento negativo (retração) de 2,5% comparado o primeiro trimestre de 2025.
Se em 2025, o PIB fechou com crescimento de 5,5%, em março de 2026 só crescia a 1,5%. Quando em março de 2025 registrava crescimento de 1,8%.
Ou seja, escora-se no passado para fazer uso no presente eleitoral.
E passar a impressão ao cidadão que, se o pibão crescer mais, a fatia do bolo será maior!!
Mas enquanto o pibão cresce, lambe-se os beiços. Nadica de nada de proposta neste sentido ao eleitor.
Ao poder público importaria, por lógica, o crescimento do PIB se tivesse projeto para reduzir a concentração de renda e acabar a fila de 900 mil pessoas no cadastro único e as 600 mil penduradas no Bolsa Família.
Disto não se falou. A preocupação levantada era como incentivar o empresários do pibão a aumentarem sua fortuna.
Como por exemplo a média de investimentos dos governos (que geram emprego e renda) -a segunda menor no país de 2019 a 2025/Boletim Comsefaz/abril/2026).
No período, o governo do Tocantins destinou apenas 1% da receita corrente líquida para investimentos.
E Laurez Moreira preocupado com o fato de Vicentinho Jr ter decidido candidatar-se ao governo e não à reeleição ou ao Senado, sugerindo insegurança e indefinição.
Quando ele próprio, Laurez, já perambulou, por exemplo, por nada menos que nove partidos políticos. Da direita, esquerda e centro.
Tudo isto ao vivo e a cores na Rede Globo.


