A inclinação do governo de Wanderlei Barbosa para o funcionalismo é refletida no balanço orçamentário publicado ontem no Diário Oficial.
Uma tração que, no entanto, não tem empurrado o governo para fora da Lei de Responsabilidade Fiscal. Pelo contrário: está longe disso.
Wanderlei fechou o 2º quadrimestre de 2026 com receitas correntes de R$ 11,8 bilhões e despesas correntes de R$ 10,4 bilhões. Equilíbrio.
As despesas de pessoal, por outro lado, registraram ligeiro crescimento de abril a agosto. O governo fechou agosto consumindo 45,63% da RCL com salários.
Ainda que abaixo do limite prudencial (46,55%) é acima dos 44,68% do 1º quadrimestre de 2026 e dos 44,31% com que fechou 2025.
E mais ainda que os 42,03% que Wanderlei conservava em agosto de 2022, quando disputou a reeleição.O limite máximo permitido aos governos pela LRF é 49%
A preocupação com o servidor também é realçada com a relação RCL/salários.
De abril a agosto, enquanto as receitas correntes líquidas (em 12 meses) cresciam 2,9%, os gastos com o funcionalismo ficaram em 4,5%. Ou: 55% mais.
Os números projetam que Wanderlei entregará ao seu sucessor contas governamentais melhores do que as que recebeu do seu antecessor.
E isto não é indicativo de um administrador ruim.


