O debate entre os candidatos a prefeito de Palmas na Record nesta sexta revelou o mais do mesmo dos concorrentes. E o mediador pareceu não estar no melhor dos seus dias.
Janad Valcari perdeu a oportunidade de demonstrar que é algo além das redes sociais e dos discursos carabineiros nas tribunas. A cadeira vazia com a placa com seu nome certamente será utilizada pelos adversários.
Seu marketing deve ter concluído que fosse melhor o desgaste da "fuga" do que Janad de cara limpa à frente de concorrentes melhor preparados ou com maior domínio de emoções.
Uma estratégia que tem prazo de vencimento. Se for para o 2° turno, não poderá correr novamente. É uma tática Jair Bolsonaro que deu certo com o "mito" por causa do episódio de Juiz de Fora.
Eduardo Siqueira, seu concorrente direto nas pesquisas de pré-campanha, se preocupou, por seu lado, em dar alguma substância ao discurso montando em um passado que a maioria não viu e nem está interessada em saber. Foi menos do que se esperava dele, um exímio orador. Talvez a jogada fosse contrapor Janad que não foi.
E Junior Geo, numa derrapada relevante, sem qualquer reação, deixou Eduardo esganiçar o ativo da prefeita Cínthia Ribeiro com os servidores públicos. Com pouca margem de dúvidas, um dos pontos fortes de sua administração.
Preferiu centrar no raciocínio de que se quisesse ficar rico não seria professor. Sugerindo que não desejaria fazer isto no comando da prefeitura. Como se riqueza fosse um imperativo imoral.
Ao invés de defender projetos e a continuidade do desempenho de Cínthia.
A mais sóbria, interessante e autêntica terminou sendo a candidata do PSOL, Lúcia Viana.


