Os empresários animaram-se com o anúncio dias atrás de parceria entre o Banco da Amazônia e Sebrae. Apesar do pequeno orçamento, o Sebrae no Estado tem feito seu dever de casa. Já o Basa, os números não indicam muita excelência.
Muito refletida na parceria cuja finalidade é justamente captar interessados em financiamentos com juros baratos do Fundo Constitucional do Norte, responsável por 60% dos recursos da carteira de empréstimos do Basa.
O baixo desempenho do Basa (apesar dos juros baratos) no Estado pode ter explicações técnicas e políticas. Não há, entretanto, como apontam os números, divergência sobre necessidade de reavaliação. Pode-se até contra-argumentar com os recursos repassados por outros bancos, ainda assim, os números continuariam indiferentes às necessidades regionais de crédito barato.
Vejamos: o Basa anunciou em 2018 recursos de R$ 1 bilhão para o Tocantins. Aplicou naquele ano R$ 4 milhões, 690 mil e 355, conforme relatório do Sistema de Informações das Estatais (órgão do governo federal). Uma diferença de R$ 995 milhões entre a oferta e o realizado. De outro modo: aplicou apenas 0,46% do disponibilizado.
Já em 2019, o Basa anunciou recursos de R$ 2 bilhões para o Estado. O Siesp (Sistema de Informações das Estatais) aponta aplicações no ano passado de apenas R$ 2 milhões 536 mil. Um valor 54% inferior ao aplicado em 2018 e apenas 0,12% do valor que diz ter disponibilizado no exercício anterior. Em 2019, esse valor foi inflado com os R$ 800 milhões complementares para a privatização da Norte-Sul.
Para 2020, o Basa anuncia outros R$ 2 bilhões para aplicações no Estado.


