O Tocantins virou manchete nacional esta semana novamente. O tal Manoel Gomes que tem faturado milhões de reais (inclusive dos cofres públicos) como cantor sem ter voz triturou uma servidora pública estadual que diz-se odontóloga e proprietária de pousada no Jalapão, denominando-a de interesseira.
Caros, esse Manoel foi contratado pelo poder público para um show. Não foi a primeira vez que veio ao Estado bancado por prefeituras e governo. Enquanto a Feira do Livro ficou no passado. Semântica e estilística estão fora de moda. Quanto mais agressão à língua e à estética, mais líkes.
O ex-lavrador fez parte do país acreditar que Caneta Azul e sua voz são arte. Muitos lavradores com esforço deixaram a roça, estudaram, hoje são professores, médicos, engenheiros...Mas ele preferiu o vale das redes sociais onde se você postar a mecânica da bosta, viraliza e monetiza.
Antes do "noivado" com a Maria,ficou por aí em Palmas, já com a grana do show no embornal, andando pra cima e pra baixo tirando foto com políticos que as postavam nas redes sociais. Analfabetismo e nonsense dão Ibope. Contrariá-los, no caso, seria falta de respeito a um artista humilde. Por outro lado: arrogância.
Quando divulgou o noivado com a Maria nas suas redes, Manoel foi adotado por setores da imprensa do Estado. Colunistas anunciaram: era o Jalapão sendo divulgado para o Brasil. Era o cantor medíocre (mas famoso) escolhendo o Tocantins, a sua sertanidade.....Um show.
É provável que sem a grana que retira dos trouxas que engabela com o que diz ser sua arte, o Mané nunca tivesse chegado perto da Maria que deve ter lá suas razões para acrescentar o Jalapão ao seu nome. Ou seja, chumbo trocado não dói.
O Mané me fez lembrar um primo que, já coroa, com mais gogó do que atributos, prometia casamento às mulheres que desejava levar para a cama. Walmor já carregava no bolso a aliança de noivado. Era piloto, médico, empresário, tinha de tudo um pouco na ponta da língua para impressionar as mulheres. Aprendeu com a mãe, que falava francês, um pouco de línguas e cultura universal. Menos dinheiro.
No maranhense Manoel Gomes, que não tem nada disso, os atributos (negativos) do Walmor são hoje arte contemporânea para contemplação. E até remunerada. Mas conseguiu amealhar uma grana com atividade legítima (e legal) que desenvolve. Faz. Se colar, colou. Descobriu-se essa semana, que já tinha procedido com essa de noivado com outra mulher, uma cantora baiana. Com pedido de casamento e tudo. E tome likes, compartilhamentos e monetização. De todos os lados.
Que saudade do tempo em que faziam sucesso no país os maranhenses Chico Maranhão, Papete, Josias Sobrinho, Zeca Baleiro, Alcione, João do Vale.
E viva Gonçalves Dias!!!


