Informação divulgada pelo governo federal esta semana dá conta de que a balança comercial brasileira (exportações/importações) tenha registrado superávit de US$ 8,8 bilhões em novembro.
No Tocantins, de janeiro a novembro deste ano comparado com igual período de 2022, esse superávit é de US$ 257,7 milhões (exportações-importações). Uma variação negativa de 68%. Deu-se o inverso do país.
Em números absolutos, os produtores exportaram em 2023 (até novembro) US$ 2,893 bilhões. É menor ainda que os US$ 3,087 bilhões de janeiro a dezembro de 2022.
Obviamente que o resultado das exportações este ano representa, em grande medida, a queda do dólar que implica no preço das commodities.
Há, entretanto, outros recortes. Um deles: no Estado (boletim da Conab de ontem/7 de dezembro) registra que a safra de grãos 23/24 esperada é de 7.452,3 mil de toneladas (7,4 milhões de toneladas).
Menor (-2,1%) do que os 7.612,9 mil toneladas (7,6 milhões de toneladas) da safra passada (22/23). E os grãos representam 80% das exportações dos produtores do Tocantins.
No período, entretanto, a área plantada aumentou 4,9%, passando de 2.013,3 mil de hectares (22/23) para 2.112,0 mil hectares da previsão 23/24.
Isto levou a uma queda de produtividade de 6%. Saindo de 3.781 kg/hectare para 3.529 kg/hectare em 2023/2024.
Conclusão óbvia: a riqueza do agro estaria, em larga medida, montada no dólar. E não no crescimento da produção. Mais dinheiro, menos trabalho.
E com carga tributária próxima de zero.


