Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Dados da balança comercial e da previsão da safra 23/24 feita pela Conab ontem revelam a mina de ouro do agro no Estado!! Mais capital, menos produtividade e menos trabalho. Um mais valia dolarizada

08/12/2023 433 visualizações

Informação divulgada pelo governo federal esta semana dá conta de que a balança comercial brasileira (exportações/importações) tenha registrado superávit de US$ 8,8 bilhões em novembro.

No Tocantins, de janeiro a novembro deste ano comparado com igual período de 2022, esse superávit é de US$ 257,7 milhões (exportações-importações). Uma variação negativa de 68%. Deu-se o inverso do país.

Em números absolutos, os produtores exportaram em 2023 (até novembro) US$ 2,893 bilhões. É menor ainda que os US$ 3,087 bilhões de janeiro a dezembro de 2022.

Obviamente que o resultado das exportações este ano representa, em grande medida, a queda do dólar que implica no preço das commodities.

Há, entretanto, outros recortes. Um deles: no Estado (boletim da Conab de ontem/7 de dezembro) registra que a safra de grãos 23/24 esperada é de 7.452,3 mil de toneladas (7,4 milhões de toneladas).

Menor (-2,1%) do que os 7.612,9 mil toneladas (7,6 milhões de toneladas) da safra passada (22/23). E os grãos representam 80% das exportações dos produtores do Tocantins.

No período, entretanto, a área plantada aumentou 4,9%, passando de 2.013,3 mil de hectares (22/23) para 2.112,0 mil hectares da previsão 23/24.

Isto levou a uma queda de produtividade de 6%. Saindo de 3.781 kg/hectare para 3.529 kg/hectare em 2023/2024.

Conclusão óbvia: a riqueza do agro estaria, em larga medida, montada no dólar. E não no crescimento da produção. Mais dinheiro, menos trabalho.

E com carga tributária próxima de zero.

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