Começa hoje a cúpula do clima e no Estado é como se nada estivesse acontecendo. A sociedade política (exceção ao endosso do governo à carta dos governadores) se esconde da discussão como se omite na pandemia.
É como se o Tocantins não sediasse o Jalapão ou a maior ilha fluvial do planeta (Ilha do Bananal) e não representasse 6% da Amazônia Legal em área territorial. E que tivesse milhões de hectares do seu bioma cerrado desmatado ano a ano para a produção de soja ou criação de rebanhos para exportação.
E isto não tivesse nada a ver com nada. Muito menos com o clima e com o debate mundial. No exato momento da discussão, o Covid-19 justifica cinco dias sem atividades públicas e políticas, contribuindo para encobrir parte do que ocorre e as responsabilidades tanto políticas como públicas.
Na Amazônia Legal o desmatamento (Imazon) registrou um aumento de 216% em março último em relação a março de 2020. O desmatamento detectado em março de 2021 ocorreu no Pará (35%), Mato Grosso (25%), Amazonas (12%), Rondônia (11%), Roraima (8%), Maranhão (6%), Acre (2%) e Tocantins (1%).
Como é óbvio, muito embora o desmatamento no Tocantins registrado tem sido o menor da região, os 35% do Pará e os 25% do Maranhão atingem diretamente o clima do Estado. E de forma mediata o do país.
O Estado tem a segunda maior bacia hidrográfica do Brasil. E a maior totalmente em território brasileiro, a Bacia Hidrográfica Tocantins Araguaia.
Já houve épocas mais alinhadas com o planeta. O Estado já mandou missões a discussões mundiais do gênero. E as entidades do terceiro setor já estiveram mais preocupadas por aqui com a questão, afinal estamos no olho do furacão.
Existe no Estado até mesmo um Partido Verde que, diante disso tudo aí, pode estar preocupado é com as verdinhas do partido.


