Publiquei pela manhã, em primeira mão, um post acerca do relatório do setor de inteligência da DHPP de Palmas sobre as primeiras impressões do assassinato do empresário Elvisley Costa Lima. É um documento que pode gerar diversas interpretações, daí o cuidado para não responsabilizar ou estabelecer culpas como escrevi no post, optando por simplesmente publicar trechos na forma como relatados oficialmente. O caso ainda é objeto de inquérito.
Um dos citados no relatório é o cabo da Polícia Militar Glaydson Ranyere Alves Barbosa. Preocupado, com justos motivos, com a repercussão de seu nome no relatório, Ranyere disse nesta tarde a este blog que desde o primeiro momento está à disposição do delegado e já colocou todos os seus sigilos a disposição. "Eu agi como qualquer policial agiria numa situação daquela, é dever de ofício, prender o assassino", disse o policial que informou ter-se colocado à disposição do delegado sobre qualquer dúvida.
"Estive hoje à tarde novamente com o delegado", informou explicando que não tem sequer resistência ao colocado no relatório. "Trabalhei dez anos neste setor e o relatório é só uma cronologia de fatos, horários e pessoas para auxiliar no inquérito, não tenho nada contra o que foi colocado lá pelos peritos". E acrescentou: "não tenho nada com isto, fui eu que liguei para o 190, e fiquei lá o tempo todo, o Bruno estava em estado de choque." Para Ranyere, a explicação é para que não paire dúvida sobre sua conduta.
Segundo Ranyere, no dia do ocorrido falou com o delegado e se colocou a disposição ainda no local do crime. "Não ausentei em nenhum momento do local do crime, tanto é que me apresentei e relatei ao delegado da DHPP todas as informacões, bem como deixei claro ao delegado que estava inteiramente a disposição para prestar qualquer esclarecimento, pois era testemunha ocular do crime."
Logo que ocorreu o crime, informa o militar, "liguei duas vezes ao SIOP (190), para comunicar o crime e solicitar socorro. À PM prestei todos os esclarecimentos e ainda assinei o Boletim de Ocorrência".
"Sempre tive conduta irrepreensível e sempre pautada na ética e moralidade, jamais participaria de qualquer ação criminosa, por menor que fosse", concluiu.
O Relatório do Núcleo de Inteligência da DHPP (Inquérito policial 013/2020), publicado trecho neste blog, é assinado agente de polícia Jefferson Alves dos Santos Silva, datado de 4 de fevereiro de 2020, foi encaminhado ao delegado Guido Camilo Ribeiro, chefe da DHPP.


