Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Cumpri apenas o dever de ofício para prender assassino, diz policial citado no relatório sobre morte de Elvisley, dizendo estar desde o primeiro momento colaborando com investigações

luizarmandocosta 14/02/2020 1202 visualizações

Publiquei pela manhã, em primeira mão, um post acerca do relatório do setor de inteligência da DHPP de Palmas sobre as primeiras impressões do assassinato do empresário Elvisley Costa Lima. É um documento que pode gerar diversas interpretações, daí o cuidado para não responsabilizar ou estabelecer culpas como escrevi no post, optando por simplesmente publicar trechos na forma como relatados oficialmente. O caso ainda é objeto de inquérito.

Um dos citados no relatório é o cabo da Polícia Militar Glaydson Ranyere Alves Barbosa. Preocupado, com justos motivos, com a repercussão de seu nome no relatório, Ranyere disse nesta tarde a este blog que desde o primeiro momento está à disposição do delegado e já colocou todos os seus sigilos a disposição. "Eu agi como qualquer policial agiria numa situação daquela, é dever de ofício, prender o assassino", disse o policial que informou ter-se colocado à disposição do delegado sobre qualquer dúvida.

"Estive hoje à tarde novamente com o delegado", informou explicando que não tem sequer resistência ao colocado no relatório. "Trabalhei dez anos neste setor e o relatório é só uma cronologia de fatos, horários e pessoas para auxiliar no inquérito, não tenho nada contra o que foi colocado lá pelos peritos". E acrescentou: "não tenho nada com isto, fui eu que liguei para o 190, e fiquei lá o tempo todo, o Bruno estava em estado de choque." Para Ranyere, a explicação é para que não paire dúvida sobre sua conduta.

Segundo Ranyere, no dia do ocorrido falou com o delegado e se colocou a disposição ainda no local do crime. "Não ausentei em nenhum momento do local do crime, tanto é que me apresentei e relatei ao delegado da DHPP todas as informacões, bem como deixei claro ao delegado que estava inteiramente a disposição para prestar qualquer esclarecimento, pois era testemunha ocular do crime."

Logo que ocorreu o crime, informa o militar, "liguei duas vezes ao SIOP (190), para comunicar o crime e solicitar socorro. À PM prestei todos os esclarecimentos e ainda assinei o Boletim de Ocorrência".

"Sempre tive conduta irrepreensível e sempre pautada na ética e moralidade, jamais participaria de qualquer ação criminosa, por menor que fosse", concluiu.

O Relatório do Núcleo de Inteligência da DHPP (Inquérito policial 013/2020), publicado trecho neste blog, é assinado agente de polícia Jefferson Alves dos Santos Silva, datado de 4 de fevereiro de 2020, foi encaminhado ao delegado Guido Camilo Ribeiro, chefe da DHPP.

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