Dois movimentos políticos em curso não tem outro sentido que não preventivo e, por tal, revelador de preocupações que as ações e reações, na sua essência e substância, buscariam, com discutível antecedência, negar, mesmo afirmando-as no que vai subliminarmente nas suas proposições.
A primeira é a tentativa de enquadrar a prefeita Cínthia Ribeiro, faltando mais de ano para as convenções, a apontar o candidato situacionista na sua sucessão. O argumento nem provocativo é, mas se mostra absolutamente negligente com a lógica: Cínthia estaria com dificuldades para decidir-se porque não construíra um grupo político.
Nas prefeituras, nos Estados e no país, maiorias legislativas e legião de apoiadores é elaborada com recursos públicos. Não raro financiadas, seja pelos fundos eleitorais e partidários, por desvios de verbas.
Implica que formar grupos a 18 meses das eleições elevaria, por pura aritmética temporal, o custo dos apoios e, portanto, a possibilidade de maiores ataques às finanças públicas que a estratégia de Cinthia, por mera lógica, tenta conter. Poder político e discricionário a prefeita continuará detendo até lá. Faz uma administração enxuta, cumpre a lei de responsabilidade fiscal, está em dias com pagamentos e servidores e a cidade está melhor que antes.
E, eleitoralmente, não é desprovida de raciocínio para jogar às cobras um candidato com tanto prazo para ser devorado. A resistência não seria, por estas premissas e proposições demonstrativas, certificadora de falta de controle. Pelo contrário: seu pleno exercício.
Na outra ponta, os mesmos “templários” combatem o direito legítimo do ex-prefeito Eduardo Siqueira de ser candidato. Apontam, como justificativa, fatos políticos passados.
A Eduardo, portanto, não poderia ser concedida igual oportunidade entregue, de igual modo, a Marcelo Miranda, Carlos Gaguim, Raul Filho, Carlos Amastha, Siqueira Campos e até ao presidente Lula.
Todos, em boa medida, conectados a fios condutores desencapados e que os eleitores (sua excelência nas democracias) decidiram ou aceitar suas justificativas ou entregar-lhe nova chance.
De forma que a resistência à movimentação política de Cínthia e Eduardo, cada um no seu quadrado, denuncia uma tática errática por indicativo simplório na política: ninguém chuta cachorro morto. E que se conecta com outro: na política se bate para cima. E não para baixo.
É o que em tese, se faz nas circunstâncias atuais
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