No Brasil quando não se quer resolver nada ou desviar-se dos problemas, cria-se uma comissão.
Na crise da Regulação no Estado agora são duas: uma do governo e outra integrada por representantes do governo, prefeitura e entidades médicas.
Obviamente que a participação da Secretaria de Saúde em ambas indicaria a aceitação de que tivesse sua parte de responsabilidade que fora negada.
E em que essa comissão irá mudar a situação: em nada!! Na regulação, os médicos já tem seus papéis definidos, assim como as UPAs e a Regulação.
As UPAs recebem os pacientes, os médicos atestam a necessidade de remoção e a Regulação tem que disponibilizar leitos. E com prazos estabelecidos.
O gargalo está é na Regulação que impõe suas regras para receber os pacientes, enfrentando, assim, o encaminhamento médico. Uma reação mais econômica do que de saúde pública.
Estariam os médicos dispostos a abrir mão dessa competência em favor do método da Regulação atual, arriscando-se a questionamentos éticos, morais e jurídicos?
A situação estaria resolvida: bastaria o governo aumentar a quantidade de leitos disponíveis. Na rede pública ou contratando-se nos hospitais privados.
Dinheiro tem. E a lei é muito clara sobre o assunto. Mas o Secretário e agentes políticos do governo ficam nesse trololóló embromando.


