Sexta-feira, 23 de Out de 2026

CPI da Pandemia tem combustão suficiente para atropelar Bolsonaro fazendo com que apoiá-lo, como já o faz Mauro Carlesse, seja uma aposta de risco nos Estados

18/04/2021 377 visualizações

A CPI da Pandemia tem tudo para levar ao afastamento do presidente Jair Bolsonaro. Tomara que o presidente mude sua pré-disposição e disposição para confrontos e irracionalidades e se evite mais uma crise política e institucional no país.

Ele, como é notório, já cometeu uma penca de condutas tipificadas na legislação. Não só crime de responsabilidade (que leva ao impeachment) mas também na área penal. É reincidente.

A Comissão tem maioria oposicionista e as provas dos delitos Jair Bolsonaro as dá praticamente todos os dias com suas declarações. Desde a insurgência contra o STF, Congresso e ameaças diárias de golpe.

Os gastos com a cloroquina, a falta de oxigênio, a tentativa de  repassar aos governadores a responsabilidade pelos quase 400 mil óbitos do Covid-19, a negligência de não comprar vacinas, a falta de vacinas, a campanha contra o isolamento e o uso de máscaras, enfim.

E agora tem a crise do orçamento ainda não sancionado mas já considerado criminoso por despejar verbas de despesas obrigatórias para comprar parlamentares com emendas em ano pre-eleitoral.

Mais não bastasse, o Covid-19 (que ele desdenha e incentiva com o não uso de máscara e insuflando as pessoas ao não isolamento) já fez (até ontem) mais de 371 mil óbitos, podendo chegar a 500 mil em maio.

Jair Bolsonaro vai ter que gastar muito para contornar a crise. E ainda sem orçamento sancionado. Com um agravante: terá que convencer não só os parlamentares mas os 70% da população que não se enquadram na sua base ideológica.

Para essa crise política é que Mauro Carlesse adquiriu passaporte e bilhete antecipado ao se movimentar, com um ano e meio de antecedência, para a base bolsonarista.

Demonstrando mais lealdade pública a Jair do que os próprios aliados bolsonaristas já existentes no Estado. E quando os demais governadores se levantam contra o presidente por estar depositando a responsabilidade da crise sanitária nas costas de prefeitos e Chefes de Executivo estaduais.

Tem a seu favor que pode, com isto, fazer com que o Presidente despeje recursos no Estado neste ano e meio e pavimente sua campanha ao Senado.

Pode dar certo como não. É, politicamente, entretanto, uma aposta de risco. Pode estar em evolução uma onda contra Bolsonaro.

E não precisa mais combustível e oxigêncio que o emanado do próprio presidente.

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